Já passaram 10 anos que me deixaste Pai!
Fazes-me falta e quantas e quantas vezes parece que estou a ouvir o que dizias tantas vezes: oh mulher, oh mulher...
Jamais te esquecerei!
Já passaram 10 anos que me deixaste Pai!
Fazes-me falta e quantas e quantas vezes parece que estou a ouvir o que dizias tantas vezes: oh mulher, oh mulher...
Jamais te esquecerei!
Apesar de te ter perdido há muitos e muitos meses, a eternidade continua a ser inatingível.
As saudades são o que são e por vezes penso em como seria a minha vida se ainda estivesses cá.
De uma coisa tenho a certeza, não seria tão vazia com toda a certeza!
Faleceu a D. Graça, uma vizinha cheia de "vida", uma pessoa sempre a "bulir", uma mulher sempre bem arranjada, sempre com o cabelo "impecável", uma pessoa que parecia vender "saúde".
Com duas filhas maravilhosas, dois genros amigos, dois netos que eram a luz da sua vida!
Vida essa estabilizada...
Fez um ano em março, ao sair do carro, caiu, exames atrás de exames e foi-lhe diagnosticado um cancro de pulmão!
Vi-a na segunda dia 31, foi de ambulância e se não visse o marido e a filha ao seu lado, nunca diria que era a D. Graça... frágil, deitada e quando olhei para os braços, "vi" os braços do Nando e pensei: infelizmente não deve durar muito... está tão mal...
! :(
É a vida e é a morte, à qual ninguém escapa...
(Logo de manhã, por volta das 8,30 h, fui comprar a regueifa e encontrei a filha, a Filipa que mo disse!)
Que descanse em paz!
Nasceu: 23-11-1956
Faleceu: 05-06-2021
Estejas onde estiveres, quero que saibas que não esqueçi, não esqueço e não esquecerei o teu dia.
Continuas a fazer muita falta!
Hoje, é sem dúvida um dia triste! Faz nove anos que nos deixaste, nove anos em que tudo mudou, em que existe sempre um espaço que era outrora ocupado por ti. A vida segue e tanta coisa para te contar...
Enquanto existirem lembranças, a saudade é eterna.
"Fala de Mãe e
Filho" do Mia Couto onde os filhos prometem "voltar sempre, como quem
chega do mar..."
«Meu filho:
onde vais
que tens do rio o caminhar?»
Não espreites a estrada, mãe,
que eu nasci
onde o tempo se despenhou.
«Meu filho:
onde te posso lembrar
se apenas te dei nome para te embalar ?»
Mãe, minha mãe:
não te pese saudade
que eu voltarei sempre
como quem chega do mar."
E não sei até que ponto, não estamos já em plena 3ª Guerra Mundial., desta vez uma guerra silenciosa...
"Muitas vezes podes ter fechados os ouvidos para os conselhos que te demos, mas sem dúvida, abriste sempre os olhos para os exemplos que te demos.
O teu pai, esteja onde estiver, sabe que tivemos o melhor filho do mundo!

de casada que hoje fazia, ou faço, apesar de já estar só!
São "bodas de Carvalho"
Lembro-me como se fosse hoje!
é sem dúvida um dia inesquecível!
Não posso dizer que, "quando a tristeza me invade canto o fado", porque não é o caso.
Minha Mãe cantava "divinalmente" o fado e eu, sei muitos fados que ela cantava.
Sinto-me triste por a mudança das pessoas, mesmo as por quem o meu sentimento é enorme!
Há apenas um ditado antigo, em que eu nunca acreditei, até porque, quando comecei a namorar, andava, ou melhor, não era bem andar, vinha com elas de e para a escola, com umas raparigas, que andavam comigo a estudar e que eram as chamadas, "oferecidas", qualquer "rabo de saia" lhes servia, em qualquer carro entravam! Na altura, foram dizer ao Nando, que me devia chamar à atenção, para que deixasse de andar com elas. Ele contou-me, não para que eu não viesse com elas, mas porque até achou ridícula a situação e esse ditado diz isto: "acompanha com bom e serás melhor, acompanha com mau, serás pior".
Eu achava um ditado absurdo, mas agora, perante determinadas situações, acho-o corretíssimo e creio até, que estamos cá para pagar tudo. Quantas vezes dizemos, "Eu nunca faria isso", eu nunca diria isso", eu nunca andaria assim, eu nunca, eu nunca... e acabamos por fazer, por dizer e por andar!
Logo eu que digo tanta vez que as pessoas não mudam, que tentam ás vezes disfarçar, mas o feitio, está lá.
Mas é triste, principalmente para uma pessoa como eu, que é sincera, que não gosta de arcas encoiradas, que detesta mentiras, que detesta omissões.
Ás vezes ainda me surpreendo como é que sendo "burra" velha, ainda não aprendi!
Depois o problema do silêncio é que ele fala e muito!
![]() |
| Pai. Sempre no meu coração |