sábado, 9 de janeiro de 2021

 

"Fala de Mãe e Filho" do Mia Couto onde os filhos prometem "voltar sempre, como quem chega do mar..."
«Meu filho:
onde vais
que tens do rio o caminhar?»
Não espreites a estrada, mãe,
que eu nasci
onde o tempo se despenhou.
«Meu filho:
onde te posso lembrar
se apenas te dei nome para te embalar ?»
Mãe, minha mãe:
não te pese saudade
que eu voltarei sempre
como quem chega do mar."

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

107 M E S E S

 Não se supera, aprende-se a viver com a saudade! 


 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

106 M E S E S

106 longos meses, dia dos meus anos, mais um...

sábado, 21 de novembro de 2020

 Loneliness is my least favorite thing about life. The thing that I'm most worried about is just being alone without anybody to care for or someone who will care for me.


domingo, 15 de novembro de 2020

Como eu era antes de você

Hoje, como estamos em confinamento, "deu-me" para ver este filme. Escusado será dizer que chorei "baba e ranho"  

Ed Sheeran - Perfect

terça-feira, 3 de novembro de 2020

AIDA, SIMPLESMENTE UM NOME, O NOME DE MINHA MÃE.



Ayda, nome da menina sobrevivente após 4 dias do sismo. Que seja sempre feliz. Tem um lindo nome, o nome de minha Mãe! 
💖💖💖💖

domingo, 1 de novembro de 2020

ESTAMOS TODOS DENTRO DE UM "BARCO" SEM FUNDO!

  E não sei até que ponto, não estamos já em plena 3ª Guerra Mundial., desta vez uma guerra silenciosa...

As cidades estão a ficar desertas, o medo alastra para as pessoas que têm consciência, a ansiedade toma conta de nós, vai haver ainda mais depressões, desemprego e fome! Os hospitais estão a ficar um caus, os médicos exaustos e se chegarmos ao ponto de "escolher" entre quem vive e quem morre, vai haver sangue, lágrimas...
A vacina, tão esperada, não aparece e quando aparecer, dificilmente vamos confiar nela nos primeiros meses, senão anos!. .
Resta-nos usar máscara, lavar as mãos, cumprir o distanciamento e evitar sair de casa a não ser para o estritamente necessário! se custa? claro que custa, eu sou uma pessoa que gosta de "correr o cão", mas penso em mim e nos outros e é assustador ver as imagens de quem está ligado a um ventilador, de quem sofre...
Ficar em casa, por nós, por vós por todos!

sábado, 31 de outubro de 2020

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

domingo, 25 de outubro de 2020

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

sábado, 5 de setembro de 2020

PARABÉNS SÉRGIO

O meu orgulho por ti é enorme. És um lutador e um ser humano excecional! 

"Muitas vezes podes ter fechados os ouvidos para os conselhos que te demos, mas sem dúvida, abriste sempre os olhos para os exemplos que te demos. 

O teu pai, esteja onde estiver, sabe que tivemos o melhor filho do mundo! 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

38 A N O S

 

de casada que hoje fazia, ou faço, apesar de já estar só! 

São "bodas de Carvalho" 

Lembro-me como se fosse hoje! 

é sem dúvida um dia inesquecível! 

terça-feira, 25 de agosto de 2020

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

QUANDO A TRISTEZA INVADE!





                   

 Não posso dizer que, "quando a tristeza me invade canto o fado", porque não é o caso. 

Minha Mãe cantava "divinalmente" o fado e eu, sei muitos fados que ela cantava.

Sinto-me triste por a mudança das pessoas, mesmo as por quem o meu sentimento é enorme!

Há apenas um ditado antigo, em que eu nunca acreditei, até porque, quando comecei a namorar, andava, ou melhor, não era bem andar, vinha com elas de e para a escola, com umas raparigas, que andavam comigo a estudar e que eram as chamadas, "oferecidas", qualquer "rabo de saia" lhes servia, em qualquer carro entravam! Na altura, foram dizer ao Nando, que me devia chamar à atenção,  para que deixasse de andar com elas. Ele contou-me, não  para que eu não viesse com elas, mas porque até achou ridícula a situação e esse ditado diz isto: "acompanha com bom e serás melhor, acompanha com mau, serás pior".  

Eu achava um ditado absurdo, mas agora, perante determinadas situações, acho-o corretíssimo  e creio até, que estamos cá para pagar tudo. Quantas vezes dizemos,  "Eu nunca faria isso", eu nunca diria isso", eu nunca andaria assim, eu nunca, eu nunca... e acabamos por fazer, por dizer e por andar! 

Logo eu que digo tanta vez que as pessoas não mudam, que tentam ás vezes disfarçar, mas o feitio, está lá.       

Mas é triste, principalmente para uma pessoa como eu, que é sincera, que não gosta de arcas encoiradas, que detesta mentiras, que detesta omissões. 

Ás vezes ainda me surpreendo como é que sendo "burra" velha, ainda não aprendi!

Depois o problema do silêncio é que ele fala e muito! 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

domingo, 9 de agosto de 2020

J

Ás vezes penso que já não tenho lágrimas, mas choro, tem dias que choro muito... sozinha sempre e sempre sozinha!

Para ti sempre no meu coração!

Esta música decididamente me leva para o passado...

 

   

sábado, 25 de julho de 2020

SAUDADES DE TI


102 M E S E S

E a saudade, sempre presente!

quinta-feira, 25 de junho de 2020

terça-feira, 2 de junho de 2020

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Não sei se alguma vez me senti assim tão  triste como me sinto hoje.

Hoje, a tristeza que sinto é tão grande e a dor tão profunda que sinceramente não tenho espaço para mais nada a não ser  para lágrimas.
Lágrimas que vão caindo pela minha cara já sem o brilho dos tempos em que tudo estava bem!

Não vou escrever aqui os motivos desta tristeza, nunca o farei, mas posso dizer que é sem sombra de qualquer dúvida, um dos piores dias da minha existência enquanto pessoa!

Um dia que não esquecerei mesmo que dure 100 anos!

Só quero a felicidade do meu filho porque tudo o resto, tenho conquistado com maior ou menos esforço!

100 M E S E S


sexta-feira, 1 de maio de 2020

sábado, 25 de abril de 2020

terça-feira, 7 de abril de 2020

segunda-feira, 6 de abril de 2020

quarta-feira, 25 de março de 2020

domingo, 22 de março de 2020

AVÓS

Quando faleceu a Avô de umas primas da parte de meu pai, fui a Parambos com meu irmão para o funeral.
No cemitério tomei nota do nascimento e falecimento de meus avós paternos.
A minha infância não foi passada com nenhum deles nem com os paternos, nem com os maternos embora tenha convivido um pouco mais com os maternos uma vez que após a minha chegada de Angola, tenha morado com eles durante sensivelmente um ano, com os paternos principalmente com meu avô, a primeira vez que o vi, foi por alturas do Natal de 1974 numa ida à aldeia e depois disso creio que só mais uma vez. Quando ele morreu, a minha avó de vez em quando vinha passar uns dias lá a casa e foi aliás numa dessas idas, que com a ajuda dela o meu filho começou a andar sozinho!
Já passaram muitos anos e apesar da afinidade com eles ter sido pouca, não deixo de os lembrar de quando em vez!

Avô paterno: Fernando  Magalhães
Nasceu: 23 de Agosto de 1902
Faleceu: 20 de Agosto de 1975  ( a três dias de fazer 73  anos)


Avó paterna: Cândida dos Santos
Nasceu: 26 de Junho de 1899
Faleceu: 02 de Julho de 1989   ( a seis dias de fazer 90 anos)


Avô materno: António Macedo
Nasceu:19 de Julho de
Faleceu:


Avó materna: Maria Adelaide Gomes de Oliveira
Nasceu:
Faleceu:

sábado, 21 de março de 2020

PARABÉNS NANDO!



Hoje é o dia do teu aniversário!

62 anos... sim partiste com 53 muito cedo, cedo demais!

A vida para ti foi muito madrasta.

Estejas onde estiveres, jamais esquecerei este dia o teu dia!

domingo, 15 de março de 2020

P A I

Pai. Sempre no meu coração 
Apesar de já não estares entre nós, hoje fazes anos, 90 anos! 
Sinto a tua falta eras o meu protetor e meu herói. 
Tenho tanto para te contar. Algumas das tuas preocupações comigo, estão talvez um pouco mais distantes, mas algumas continuam! 
Parabéns pelo que foste para mim, insubstituível e único. Hoje era dia de alegria, dia que convívio... tudo acabou! 
A saudade é eterna! 

domingo, 1 de março de 2020

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

domingo, 23 de fevereiro de 2020

domingo, 2 de fevereiro de 2020

sábado, 25 de janeiro de 2020

96 M E S E S (8 LONGOS ANOS)










E tão, mas tão presente em minha memória!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

PARABÉNS SÉRGIO

pelo teu aniversário.


Que sejas feliz sempre é a minha maior alegria.
És e serás sempre o meu "pimpolhinho lindo.

sábado, 28 de dezembro de 2019

TOUJOURS DANS MON COEUR

DESCANSE EM PAZ



Nasceu: 22 de Novembro de 1950 

 Faleceu: 27 de Dezembro de 2017 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

sábado, 30 de novembro de 2019

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

94 ME S E S

A pior saudade, é quando se sabe que a pessoa não volta mais!
Dizem que o tempo tudo apaga, tudo cura, mas eu  penso que não! o que o tempo faz, é vermos o futuro, com um perspetiva diferente.

Eu já aqui escrevi, várias vezes, que todos os dias penso Nele,  muitas vezes basta ver algo, como por exemplo quando vou à garagem, que é o lugar onde está, não digo tudo, mas grande parte está como ele deixou....
A vida continua e o que me "mói" é pensar que ele podia ter durado, muitos mais anos, afinal tinha só 53! ...
Hoje é dia do meu aniversário...

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Charles Aznavour - Que c´est triste Venise

É com tristeza que se assiste ao que está a acontecer em Veneza!



"Com ela morrerá, a breve prazo submersa, a capital de Arte, o emblema do Renascimento, o último refugio dos amantes em busca do sonho proibido, os gondolieri dotados, e mesmo os mais desafinados. os vaporettos, as pequenas orquestras tocando nas esplanadas e um sentimento - talvez decadente como a velha Europa...- mas ainda lindíssimo como Santuário de Artes e Cultura que dela irradiava."

(Pedro Barroso)

terça-feira, 29 de outubro de 2019

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

domingo, 13 de outubro de 2019

sábado, 12 de outubro de 2019

quinta-feira, 10 de outubro de 2019


“Aqui estou eu debruçada na janela do meu quarto a tentar avistar o brilho de uma estrela cintilante nesta noite gelada e escura enquanto seguro a caneca quente de chá, que me acalma o estômago… acabando por perceber que até a caneca sujeita ao vento frio que invade o meu quarto se mantém quente mais tempo do que o meu coração outrora o foi…”

quarta-feira, 9 de outubro de 2019


"A MULHER DA MINHA VIDA!"



"Soube da sua morte pelo telefone. Chorei como se as lágrimas pudessem durar para sempre; ao fim de um longo tempo julguei que elas nunca mais deixariam de me correr. Mas as lágrimas terminam como tudo o resto, como a vida dos que amamos e nos fizeram, para o bem e para o mal, ser estes. Que me fizeram ser este.
A avó Joaquina, mãe da minha mãe. Teria feito 100 anos no princípio desta semana. Teríamos celebrado com um bolo de chantilly e três velas se aquele telefonema não tivesse existido ou eu não o tivesse atendido – pergunto-me bastas vezes se fiz bem em fazê-lo, se porventura poderia ter evitado a sua morte se o preferisse ter ignorado, se não lhe tivesse dado importância. A partir daí mantive-o em silêncio. Na maior parte das vezes, quanto muito, vibra sem tocar.
Foi, num certo sentido, a mulher da minha vida.
Tinha a quarta classe mal tirada. Nascera nas Mouriscas, terra de Abrantes, e aprender a ler e contar era menos importante do que fazer-se à vida. Aprendeu a costurar numa máquina com um pedal, fazia soutiens que depois levava ao patrão. Recordo-me bem. Apanhávamos o 9 em Campo de Ourique, descíamos à Estrela, passávamos pelo Largo do Rato, descíamos ao Marquês de Pombal e atravessávamos a Avenida da Liberdade até alcançar os Restauradores. O patrão trabalhava aí, num prédio alto ao lado do Hotel Avenida, subíamos vários andares num elevador que imaginei num filme de Orson Welles. As meninas faziam-me uma festa enquanto o patrão recebia os soutiens e lhe dava notas em troca. A avó guardava-as no seu porta-moedas. Fazíamos o caminho de volta. Nunca mais haveria de ser tão feliz. Só que não o sabia.
O cheiro do pastelão de ovos ou do frango de fricassé. Tantas vezes ainda o sinto, como se ela tivesse regressado de uma longa viagem, estivesse na cozinha e me fosse outra vez chamar para vir para a mesa.
Chamava-me Miguel. Como toda a família que já existia antes de mim; assim me reconhecia. Após a sua partida, e da morte de minha mãe, passei a ser outro nome, o Miguel deixou de existir.
Levava-me um pão embrulhado num pano ao recreio da escola primária. E acordava-me nas manhãs com um pequeno-almoço que me pousava na cama. Aos fins-de-semana comprava-me o jornal desportivo e nunca se esquecia de me despertar com um beijinho. Quando comecei a sair era com o seu dinheiro – de três em três meses oferecia-me mil escudos que gastava religiosamente em livros e numas cervejas.
A primeira vez que me apaixonei foi ela quem me deu o dinheiro para o jantar. E no rescaldo da tragédia foi ela a tranquilizar-me. A menina achava-me graça mas não a suficiente. Convenceu-me então que os grandes amores ainda estavam para vir. Assim como os grandes projetos.
Morreu a 13 de Setembro de 2000. E o funeral celebrou-se no dia em que fiz 29 anos. Na semana anterior quis ver-me, tinha coisas para serem ditas, não desejava ir embora sem mas dizer. Ouvi-a. Informou-me que não ia durar muito, estava cansada e, mais do que nunca, a sua cabeça estava cheia de imagens de infância, como se sentisse que já não pertencia a este tempo, mas a outro que não entendia bem. Não mo disse nestas palavras, interpretei-as assim e quando as recordo é assim que as recordo.
Queria despedir-se. Dizer-me que guardara para mim o dinheiro que juntara na sua vida. Para mim, para a Zé e para o André que acabara de fazer dois anos. Deu-me o seu porta-moedas. Dentro dele estavam vinte contos: a maior fortuna que poderia ambicionar. Guardei-o como a mais preciosa das joias. A única coisa que verdadeiramente me pertence, que sinto me pertence.
A avó faria 100 anos.
Não assistiu à morte dos seus dois filhos. Não viu nascer o irmão do André, o meu segundo a quem batizámos de Miguel em homenagem ao amor incondicional que sentia por mim. Não me viu em divórcios, o que lhe teria sido pesado.
Uma mulher extraordinária. Que me ensinou o valor das coisas que não se têm de dizer. Que se sacrificou por mim como se a sua vida não fosse importante, só a minha. Por isso, cada coisa que faço, penso ou sinto é nela que esbarro – no que não comeu para que eu comesse, no que não viveu para que eu vivesse, no que não sentiu para que eu sentisse.
Um dia, num livro de pensamentos, escrevi: «Uma família empurrava um carro em plena avenida – já não lhes bastava a crise, as arrelias e o preço da gasolina, agora também o motor. Há alturas em que um pequeno problema, somado a um mundo de outras angústias, é capaz de desencadear uma tempestade perfeita. A imagem fez-me regressar a uma madrugada em que, numa esquina perigosa, empurrei um automóvel com a avó Joaquina lá dentro. É a ela que volto quando alguém empurra carros em pequenas ruas ou largas avenidas. Nunca perco a oportunidade de olhar lá para dentro – as pessoas não imaginam que procuro o sorriso de uma avó de quem tenho tantas saudades».
É isso, só isso. O resto é silêncio. Por vezes, ruidoso. Noutras, um mar calmo."

Luís Osório no SOL

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

37 A N O S

Hoje se o Nando fosse vivo, fazia 37 ano de casada! 
Esteve um dia como hoje, de um calor imenso. Lembro-me como se fosse hoje e já passaram tantos anos.

37 anos de casamento– Bodas de Aventurina
A aventurina é uma pedra preciosa de beleza singular e também rara. Assim são os 37 anos de união: preciosos!