sexta-feira, 12 de maio de 2017
domingo, 7 de maio de 2017
M Ã E
Hoje é dia de homenagear aquela que nos deu o melhor presente do mundo: a VIDA.
MÃE
"Sou o destino que cumpriste, o livro que escreveste, a árvore que plantaste.
Sou tudo o que quiseste e não quiseste: tua fonte de alegria e de Amor.
Sou tudo o que os teus olhos vêem; por quem riem, por quem choram.
Sou o medo que te aperta o peito pela dor que eu possa ter...
Ó MÃE!... Como se me aperta o meu, se
penso em te perder..." :(
MÃE
"Sou o destino que cumpriste, o livro que escreveste, a árvore que plantaste.
Sou tudo o que quiseste e não quiseste: tua fonte de alegria e de Amor.
Sou tudo o que os teus olhos vêem; por quem riem, por quem choram.
Sou o medo que te aperta o peito pela dor que eu possa ter...
Ó MÃE!... Como se me aperta o meu, se
penso em te perder..." :(
terça-feira, 25 de abril de 2017
"O ÚLTIMO ABRAÇO QUE ME DÁS"
"Ali, na sala de quimioterapia, jamais escutei um gemido, jamais vi uma lágrima. Somente feições sérias, de uma seriedade que não topei em mais parte alguma, rostos com o mundo inteiro em cada prega, traços esculpidos a fogo na pele
O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria, onde a elegância dos doentes os transforma em Reis. Numa das últimas vezes que lá fui encontrei um homem que conheço há muitos anos. Estava tão magro que demorei a perceber quem era. Disse-me :- Abrace-me porque é o último abraço que me dá durante o abraço:- Tenho muita pena de não acabar a tese de doutoramento e, ao afastar-mo-nos, sorriu. Nunca vi um sorriso com tanta dor entre parêntesis, nunca imaginei que fosse tão bonito.
Com o meu corpo contra o dele veio-me à cabeça, instantâneo, o fragmento de um poema do meu amigo Alexandre O'Neill, que diz que apenas entre os homens, e por eles, vale a pena viver. E descobri-me cheio de respeito e amor. Um rapaz, de cerca de vinte anos, que fazia quimioterapia ao pé de mim, numa determinação tranquila:- Estou aqui para lutar e, por estranho que pareça, havia alegria em cada gesto seu. Achei nele o medo também, mais do que o medo, o terror e, ao mesmo tempo que o terror, a coragem e a esperança.
A extraordinária delicadeza e atenção dos médicos, dos enfermeiros, comoveu-me. Tropecei no desespero, no mal estar físico, na presença da morte, na surpresa da dor, na horrível solidão da proximidade do fim, que se me afigura de uma injustiça intolerável. Não fomos feitos para isto, fomos feitos para a vida. O cabelo cresce-me de novo, acho-me, fisicamente, como antes, estou a acabar o livro e o meu pensamento desvia-se constantemente para a voz de um homem no meu ouvido:- Acabar a tese de doutoramento, acabar a tese de doutoramento, acabar a tese de doutoramento porque não aceito a aceitação, porque não aceito a crueldade, porque não aceito que destruam companheiros. A rapariga com a peruca no braço da cadeira. O senhor que não olhava para ninguém, olhava para o vazio. Ali, na sala de quimioterapia, jamais escutei um gemido, jamais vi uma lágrima. Somente feições sérias, de uma seriedade que não topei em mais parte alguma, rostos com o mundo inteiro em cada prega, traços esculpidos a fogo na pele. Vi morrer gente quando era médico, vi morrer gente na guerra, e continuo sem compreender. Isso eu sei que não compreenderei. Que me espanta. Que me faz zangar. Abrace-me porque é o último abraço que me dá: é uma frase que se entenda, esta? Morreu há muito pouco tempo. Foda-se. Perdoem esta palavra mas é a única que me sai. Foda-se. Quando eu era pequeno ninguém morria. Porque carga de água se morre agora, pelo simples facto de eu ter crescido? Morra um homem fique fama, declaravam os contrabandistas da raia. Se tivermos sorte alguém se lembrará de nós com saudade. De mim ficarão os livros. E depois? Tolstoi, no seu diário: sou o melhor; e depois? E depois nada porque a fama é nada.O que é muito mais do que nada são estas criaturas feridas, a recordação profundamente lancinante de uma peruca de mulher num braço de cadeira. Se eu estivesse ali sozinho, sem ninguém a ver-me, acariciava uma daquelas madeixas horas sem fim. No termo das sessões de quimioterapia as pessoas vão-se embora. Ao desaparecerem na porta penso: o que farão agora? E apetece-me ir com eles, impedir que lhes façam mal:- Abrace-me porque talvez não seja o último abraço que me dá. Ao M. foi. E pode afigurar-se estranho mas ainda o trago na pele. Durante quanto tempo vou ficar com ele tatuado? O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria onde a dignidade dos escravos da doença os transforma em gigantes, onde só existem, nas palavras do Luís, Heróis.
Onde só existem Heróis. Não estou doente agora. Não sei se voltarei a estar. Se voltar a estar, embora não chegue aos calcanhares de herói algum, espero comportar-me como um homem. Oxalá o consiga. Como escreveu Torga o destino destina mas o resto é comigo. E é. Muito boa tarde a todos e as melhoras: é assim que se despedem no Serviço de Oncologia. Muito boa tarde a todos e até já, mesmo que seja o último abraço que damos."
António Lobo Antunes (visão 12/12/13)
O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria, onde a elegância dos doentes os transforma em Reis. Numa das últimas vezes que lá fui encontrei um homem que conheço há muitos anos. Estava tão magro que demorei a perceber quem era. Disse-me :- Abrace-me porque é o último abraço que me dá durante o abraço:- Tenho muita pena de não acabar a tese de doutoramento e, ao afastar-mo-nos, sorriu. Nunca vi um sorriso com tanta dor entre parêntesis, nunca imaginei que fosse tão bonito.
Com o meu corpo contra o dele veio-me à cabeça, instantâneo, o fragmento de um poema do meu amigo Alexandre O'Neill, que diz que apenas entre os homens, e por eles, vale a pena viver. E descobri-me cheio de respeito e amor. Um rapaz, de cerca de vinte anos, que fazia quimioterapia ao pé de mim, numa determinação tranquila:- Estou aqui para lutar e, por estranho que pareça, havia alegria em cada gesto seu. Achei nele o medo também, mais do que o medo, o terror e, ao mesmo tempo que o terror, a coragem e a esperança.
A extraordinária delicadeza e atenção dos médicos, dos enfermeiros, comoveu-me. Tropecei no desespero, no mal estar físico, na presença da morte, na surpresa da dor, na horrível solidão da proximidade do fim, que se me afigura de uma injustiça intolerável. Não fomos feitos para isto, fomos feitos para a vida. O cabelo cresce-me de novo, acho-me, fisicamente, como antes, estou a acabar o livro e o meu pensamento desvia-se constantemente para a voz de um homem no meu ouvido:- Acabar a tese de doutoramento, acabar a tese de doutoramento, acabar a tese de doutoramento porque não aceito a aceitação, porque não aceito a crueldade, porque não aceito que destruam companheiros. A rapariga com a peruca no braço da cadeira. O senhor que não olhava para ninguém, olhava para o vazio. Ali, na sala de quimioterapia, jamais escutei um gemido, jamais vi uma lágrima. Somente feições sérias, de uma seriedade que não topei em mais parte alguma, rostos com o mundo inteiro em cada prega, traços esculpidos a fogo na pele. Vi morrer gente quando era médico, vi morrer gente na guerra, e continuo sem compreender. Isso eu sei que não compreenderei. Que me espanta. Que me faz zangar. Abrace-me porque é o último abraço que me dá: é uma frase que se entenda, esta? Morreu há muito pouco tempo. Foda-se. Perdoem esta palavra mas é a única que me sai. Foda-se. Quando eu era pequeno ninguém morria. Porque carga de água se morre agora, pelo simples facto de eu ter crescido? Morra um homem fique fama, declaravam os contrabandistas da raia. Se tivermos sorte alguém se lembrará de nós com saudade. De mim ficarão os livros. E depois? Tolstoi, no seu diário: sou o melhor; e depois? E depois nada porque a fama é nada.O que é muito mais do que nada são estas criaturas feridas, a recordação profundamente lancinante de uma peruca de mulher num braço de cadeira. Se eu estivesse ali sozinho, sem ninguém a ver-me, acariciava uma daquelas madeixas horas sem fim. No termo das sessões de quimioterapia as pessoas vão-se embora. Ao desaparecerem na porta penso: o que farão agora? E apetece-me ir com eles, impedir que lhes façam mal:- Abrace-me porque talvez não seja o último abraço que me dá. Ao M. foi. E pode afigurar-se estranho mas ainda o trago na pele. Durante quanto tempo vou ficar com ele tatuado? O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria onde a dignidade dos escravos da doença os transforma em gigantes, onde só existem, nas palavras do Luís, Heróis.
Onde só existem Heróis. Não estou doente agora. Não sei se voltarei a estar. Se voltar a estar, embora não chegue aos calcanhares de herói algum, espero comportar-me como um homem. Oxalá o consiga. Como escreveu Torga o destino destina mas o resto é comigo. E é. Muito boa tarde a todos e as melhoras: é assim que se despedem no Serviço de Oncologia. Muito boa tarde a todos e até já, mesmo que seja o último abraço que damos."
António Lobo Antunes (visão 12/12/13)
sexta-feira, 21 de abril de 2017
quarta-feira, 12 de abril de 2017
terça-feira, 11 de abril de 2017
domingo, 9 de abril de 2017
segunda-feira, 3 de abril de 2017
DIÁRIO
Sempre tive uma "panca" por diários! Antes de os ter, qualquer bloco servia para eu relatar o meu dia a dia. Comecei a escrever na adolescência mas só muito mais tarde, tive o 1º diário a "sério", um diário com a respetiva chave.Talvez por ser uma pessoa meio stressada, acho que o diário me faz encontrar tranquilidade e paz comigo mesma e essa tranquilidade deixa-me mais calma. Tive muitos, nunca deixei de escrever, não só em diários mesmo mas como já referi, em blocos e algumas agendas!
Já depois do Nando #partir# rasquei e deitei fora alguns, fiquei com outros, duas agendas, dois ou três diários! Hoje deu-me para ler, dois, algumas partes... um entre 2003 e 2004 algumas coisas boas, muitos momentos passados a três, férias, trabalho, escola do meu filho, preocupações com o futuro, uma parte onde escrevi: Gostava muito que ele conseguisse tirar um curso superior para poder ter uma vida melhor que a nossa" e li e reli e senti a nostalgia! pensei.: para que é que eu quero isto? o passado passou, não quero saber o que fiz ... li, também o dia em que o Nando bateu com o carro, o domingo que eu feliz, fiz o almoça em casa para os meus pais, o dia em que referi as preocupações com o futuro de meus pais, os dias em que me comecei a aperceber que a firma ia de mal a pior. O dia em que fiz a laqueação, etc etc etc.
Tomei uma decisão, "unilateral". Vou rasgar tudo, deitar tudo fora.... Até porque há certas passagens que decididamente esqueci e não quero relembrar! ao relembrar trás-me tristeza e dor!
É a primeira coisa que vou fazer amanhã, cedo mal me levantar.
Não quer dizer que não continue a escrever mas mais "soft" só mesmo o básico do dia a dia e numa agenda onde o espaço é pequeno e não dá para escrever grandes detalhes!
A nostalgia hoje deixou-me completamente sem ação, mais por pensar em alturas em que estava tudo bem... e que se foram e me fazem doer e muito!
sexta-feira, 31 de março de 2017
sábado, 25 de março de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
segunda-feira, 20 de março de 2017
quarta-feira, 15 de março de 2017
87 ANOS
Se meu pai fosse vivo, hoje fazia 87 anos!
Penso muito nele e em quanto me faz falta.
A sua ternura, sua preocupação...
Os anos passam, as lembranças são muitas e a tristeza quando vem, demora a ir embora!
Das pessoas que mais amei, meu pai foi o primeiro que me deixou, vai fazer em julho 6 longos anos. Por mais que tente, desde esse nada mais foi igual!
Penso muito nele e em quanto me faz falta.
A sua ternura, sua preocupação...
Os anos passam, as lembranças são muitas e a tristeza quando vem, demora a ir embora!
Das pessoas que mais amei, meu pai foi o primeiro que me deixou, vai fazer em julho 6 longos anos. Por mais que tente, desde esse nada mais foi igual!
quarta-feira, 8 de março de 2017
domingo, 5 de março de 2017
MIQUELINA
era uma rapariga voluntariosa, que nasceu numa pequena Aldeia do Concelho de Bragança. Com seis irmãos a vida era muito difícil, isto nos longínquos anos 40 no século passado.
Miquelina veio por isso para a "grande cidade", neste caso o Porto, para a zona da Foz, onde predominavam as chamadas "famílias burguesas", tinha 10 anos! Era uma empregada interna, com um quartinho que lhe chegava perfeitamente para os parcos haveres e vestes que tinha consigo. Rapariga esperta, astuta, cedo aprendeu as lides da casa e por volta dos 17, 18 anos, tornou-se a governanta da Mansão. Passava tudo por ela, desde os grandes assados aos domingos, à Língua afiambrada que tão bem fazia, aos lanches senhoriais onde havia desde as bolachas de todas as variedades, aos doces de todas as frutas, salgadinhos desde rissóis aos bolinhos de bacalhau, tudo no mais fino requinte!
Miquelina, nos passeios que lhe eram permitidos fazer, aos domingos no período da tarde, conheceu o que viria a ser o grande amor da sua vida!. Escusado será dizer que passado muito pouco tempo, deixou a Mansão para grande pena dos patrões. Casou e passou a morar numa casinha alugada numa zona de pessoas mais modestas! Arranjou emprego numa fábrica na Avenida da Boavista, entretanto extinta.
Passado nem um ano, nasceu o filho mais velho, José Manuel e só passados quase 11 anos, nasceu a Maria José. Ela vivia um autêntico "conto de fadas"! Passados uns 7 anos, tudo desmoronou! O príncipe virou "sapo", quando ela descobriu que ele a traía e não teria sido só por uma vez!. Aconteceu o inevitável divórcio, passando ela a viver só com os dois filhos. Não se sabe se terá sido do desgosto porque apesar de várias relações que depois teve, o António, foi sempre o seu grande amor. Apanhou várias depressões e chegou inclusive a querer "vender a filha" por dinheiro, tudo lhe era permitido! Saía de casa, para as noitadas, aparecendo ao amanhecer e sem se importar se os filhos tinham ou não de comer... não raras as vezes eram os vizinhos e amigos que lhe levavam algo para petiscar! Casou anos mais tarde com um homem que tinha uma reforma "choruda" que era, ou se tornou alcoólico assim como ela, não raras as vezes estavam os dois em casa ko.
O Zé Manel, nunca teve grande cabeça, teve um casamento quando era muito jovem, a rapariga engravidou e tiveram duas raparigas separaram-se e depois andou meio à deriva. Hoje em dia tem uma relação que se pode chamar de estável, mas de não se importar se pede e depois não tem dinheiro para pagar...
A Maria José, com uns 16 anos, conheceu o Pedro, um jovem de 19 anos pobre mas de boa família e que começou a aperceber-se que a mãe da Zeza não era "flor que se cheirasse" porque uma noite, a rapariga não tinha chave para entrar em casa e ficaram os dois toda a noite à porta de casa dela, à espera que a mãe chegasse...
Passado pouco tempo, aconteceu o que mencionei em cima, o querer "vender a filha" a um chulo que andava com ela! foi um enorme drama e desgosto a a mãe dele, senhora de fino porte, educada e com uns valores dantescos, não quis que a rapariga ficasse nem mais um dia a viver naquela casa de pode-se dizer "prostituição". Aconteceu o inevitável, Zeza engravidou e a par dessa gravidez, começou a manter contacto com a mãe e acabaram por ir viver com ela, depois do casamento, tudo lhe perdoando...
Escusado será dizer que o Pedro nunca conseguiu olhar 100% bem para a sogra, mas a idade era pouca, a Zeza para todos os efeitos apesar de mais nova ainda, era o que se chama de "sabidolas" pois criada com uma mulher daquelas, também não era muito de admirar e lá conseguiu "dar-lhe" a volta...
Nasceu uma bela rapariga no final dos anos 60! tendo depois tido mais 3 filhos, todos eles rapazes.
A Dª Noémia, tinha três filhos, o Pedro que era o mais novo, a Inês e o João que era o mais velho.
A Inês casou com um rapaz humilde mas de bom coração e de uma família paupérrima teve um único filho, o Diogo. O João, é um bom vivant" solteirão, com um bom emprego e namora hoje, namora amanha e vai vivendo na "dele".
A Miquelina teve 6 netos, duas raparigas do filho, 1 rapariga da filha e mais 3 rapazes igualmente da filha, a Dª. Noémia, tinha 4 netos, do Pedro uma rapariga e três rapazes e da Inês, um rapaz!
Apesar da Noémia ter sida desde sempre uma melhor mãe e melhor avó que a Miquelina, os netos não tinham grande "inclinação" para ela, já o Diogo, filho da Inês, não via outra coisa senão a Avô Noémia e o Avô Carlos.
Os filhos do Pedro, podiam passar mesmo à porta da Noémia que eram incapazes de ir ver como ela estava, visto nos últimos anos estar já bastante debilitada! O Diogo? ah o Diogo sempre em contacto com a Avó, sempre a telefonar à avó...
Agora a Miquelina, está já com muita idade... mas os netos, são um "cestinho" de mão! A rapariga, a Lurdes, comprou um carrito e a avó é só "abrir a boca" que está sempre pronta para as mordomias da Miquelina e os outros netos igualmente!
Agora pergunto eu? valerá a pena ser-se "bom? " valerá a pena ser-se honesto? valerá a pena criar os filhos e netos, com tudo principalmente com preocupação? que estejam bem, que tenham tudo...!
Temos aqui um exemplo! não é que queira ou ficasse contente que eles abandonassem a avó, nada disso, mas porquê um tão diferente tratamento em duas avós que são, tão diferentes como a "água do vinho?" Será que a Noémia não merecia uma visita? nem que fosse uma vez por mês????
Será que vale a pena tanta preocupação? não será melhor ser-se egoísta?
Não será que dando-se "patadas" aos filhos e netos, somos depois melhor tratados?
Hoje um dia de grande angústia e tristeza porque estas passagens, são verídicas! são !"páginas" de um livro por escrever !
Miquelina veio por isso para a "grande cidade", neste caso o Porto, para a zona da Foz, onde predominavam as chamadas "famílias burguesas", tinha 10 anos! Era uma empregada interna, com um quartinho que lhe chegava perfeitamente para os parcos haveres e vestes que tinha consigo. Rapariga esperta, astuta, cedo aprendeu as lides da casa e por volta dos 17, 18 anos, tornou-se a governanta da Mansão. Passava tudo por ela, desde os grandes assados aos domingos, à Língua afiambrada que tão bem fazia, aos lanches senhoriais onde havia desde as bolachas de todas as variedades, aos doces de todas as frutas, salgadinhos desde rissóis aos bolinhos de bacalhau, tudo no mais fino requinte!
Miquelina, nos passeios que lhe eram permitidos fazer, aos domingos no período da tarde, conheceu o que viria a ser o grande amor da sua vida!. Escusado será dizer que passado muito pouco tempo, deixou a Mansão para grande pena dos patrões. Casou e passou a morar numa casinha alugada numa zona de pessoas mais modestas! Arranjou emprego numa fábrica na Avenida da Boavista, entretanto extinta.
Passado nem um ano, nasceu o filho mais velho, José Manuel e só passados quase 11 anos, nasceu a Maria José. Ela vivia um autêntico "conto de fadas"! Passados uns 7 anos, tudo desmoronou! O príncipe virou "sapo", quando ela descobriu que ele a traía e não teria sido só por uma vez!. Aconteceu o inevitável divórcio, passando ela a viver só com os dois filhos. Não se sabe se terá sido do desgosto porque apesar de várias relações que depois teve, o António, foi sempre o seu grande amor. Apanhou várias depressões e chegou inclusive a querer "vender a filha" por dinheiro, tudo lhe era permitido! Saía de casa, para as noitadas, aparecendo ao amanhecer e sem se importar se os filhos tinham ou não de comer... não raras as vezes eram os vizinhos e amigos que lhe levavam algo para petiscar! Casou anos mais tarde com um homem que tinha uma reforma "choruda" que era, ou se tornou alcoólico assim como ela, não raras as vezes estavam os dois em casa ko.
O Zé Manel, nunca teve grande cabeça, teve um casamento quando era muito jovem, a rapariga engravidou e tiveram duas raparigas separaram-se e depois andou meio à deriva. Hoje em dia tem uma relação que se pode chamar de estável, mas de não se importar se pede e depois não tem dinheiro para pagar...
A Maria José, com uns 16 anos, conheceu o Pedro, um jovem de 19 anos pobre mas de boa família e que começou a aperceber-se que a mãe da Zeza não era "flor que se cheirasse" porque uma noite, a rapariga não tinha chave para entrar em casa e ficaram os dois toda a noite à porta de casa dela, à espera que a mãe chegasse...
Passado pouco tempo, aconteceu o que mencionei em cima, o querer "vender a filha" a um chulo que andava com ela! foi um enorme drama e desgosto a a mãe dele, senhora de fino porte, educada e com uns valores dantescos, não quis que a rapariga ficasse nem mais um dia a viver naquela casa de pode-se dizer "prostituição". Aconteceu o inevitável, Zeza engravidou e a par dessa gravidez, começou a manter contacto com a mãe e acabaram por ir viver com ela, depois do casamento, tudo lhe perdoando...
Escusado será dizer que o Pedro nunca conseguiu olhar 100% bem para a sogra, mas a idade era pouca, a Zeza para todos os efeitos apesar de mais nova ainda, era o que se chama de "sabidolas" pois criada com uma mulher daquelas, também não era muito de admirar e lá conseguiu "dar-lhe" a volta...
Nasceu uma bela rapariga no final dos anos 60! tendo depois tido mais 3 filhos, todos eles rapazes.
A Dª Noémia, tinha três filhos, o Pedro que era o mais novo, a Inês e o João que era o mais velho.
A Inês casou com um rapaz humilde mas de bom coração e de uma família paupérrima teve um único filho, o Diogo. O João, é um bom vivant" solteirão, com um bom emprego e namora hoje, namora amanha e vai vivendo na "dele".
A Miquelina teve 6 netos, duas raparigas do filho, 1 rapariga da filha e mais 3 rapazes igualmente da filha, a Dª. Noémia, tinha 4 netos, do Pedro uma rapariga e três rapazes e da Inês, um rapaz!
Apesar da Noémia ter sida desde sempre uma melhor mãe e melhor avó que a Miquelina, os netos não tinham grande "inclinação" para ela, já o Diogo, filho da Inês, não via outra coisa senão a Avô Noémia e o Avô Carlos.
Os filhos do Pedro, podiam passar mesmo à porta da Noémia que eram incapazes de ir ver como ela estava, visto nos últimos anos estar já bastante debilitada! O Diogo? ah o Diogo sempre em contacto com a Avó, sempre a telefonar à avó...
Agora a Miquelina, está já com muita idade... mas os netos, são um "cestinho" de mão! A rapariga, a Lurdes, comprou um carrito e a avó é só "abrir a boca" que está sempre pronta para as mordomias da Miquelina e os outros netos igualmente!
Agora pergunto eu? valerá a pena ser-se "bom? " valerá a pena ser-se honesto? valerá a pena criar os filhos e netos, com tudo principalmente com preocupação? que estejam bem, que tenham tudo...!
Temos aqui um exemplo! não é que queira ou ficasse contente que eles abandonassem a avó, nada disso, mas porquê um tão diferente tratamento em duas avós que são, tão diferentes como a "água do vinho?" Será que a Noémia não merecia uma visita? nem que fosse uma vez por mês????
Será que vale a pena tanta preocupação? não será melhor ser-se egoísta?
Não será que dando-se "patadas" aos filhos e netos, somos depois melhor tratados?
Hoje um dia de grande angústia e tristeza porque estas passagens, são verídicas! são !"páginas" de um livro por escrever !
sexta-feira, 3 de março de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
domingo, 26 de fevereiro de 2017
DIA DE DOMINGO. NOSTALGIA!
Cada vez menos as pessoas escrevem nos blogs. Hoje basicamente usa-se o Facebook para tudo. Eu pessoalmente também gosto de lá "andar" e sei que lá, todos vêm tudo, todos comentam tudo e nos blogs isso não acontece mas para escrever, escrever, escrever, nada melhor que o blog!
Hoje faço-o em jeito de um desabafo para fora, pois não é o primeiro domingo, nem sequer é preciso ser domingo, para eu pensar e pensar...
Os domingos, depois que meu pai faleceu, eram passados em casa de minha Mãe, saia de casa por volta do meio dia comprava o almoço num restaurante em S. Gens e almoçava com ela, a maioria dos domingos o meu filha ia lá ter e depois de almoçar ia embora.
Acontece que por vezes, as tardes de domingos eram para mim, consideradas de "seca", praticamente passávamos a tarde, uma no sofá e a outra na cadeira, visto minha Mãe ter dificuldade em ver, devido aos diabetes, ficava na cadeira mais junta à TV e algumas vezes nem se via nada, simplesmente falávamos o que para ela era ótimo. Alguns domingos, uma amiga passava por lá e eu ia com eles até uma esplanada, até aí por volta das 17 horas, escusado será dizer que ela ficava "furibunda" e por vezes até fazia uns comentários! tudo isto que estou a escrever tem o propósito de dizer que ás vezes, sinto o chamado remorso, que embora não saiba muito bem o que é, para mim é isto... o pensar que ela ficava triste, o pensar que hoje reconheço, que nunca em domingo nenhum A devia ter deixado nem por duas horitas, o pensar que Ela se sentia só deixa-me triste e muitas vezes a pensar que quem me dera tê-la cá apesar de todas as nossas picardias e a certeza que não a ia deixar só mais domingo nenhum! Quando aparecia durante a semana, mais cedo do que ela estava à espera ou a contar, era uma alegria, normalmente estava sentada na cadeia à janela do quarto e eu sentava-me na beira da cama, ou numa mala até à hora do lanche!
Bem sei que agora é tarde demais para arrependimentos e sinceramente em relação a Ela, acho que só tenho mesmo este remorso!
Sei que estamos cá para pagar tudo e cada vez me convenço mais disso! e as saudades e arrependimento não As fazem estar de volta e digo isto com lágrimas nos olhos porque aos domingos, mais que nos outros dias, vem-me tudo à cabeça e posso decididamente dizer, que detesto domingos, mesmo!
Hoje faço-o em jeito de um desabafo para fora, pois não é o primeiro domingo, nem sequer é preciso ser domingo, para eu pensar e pensar...
Os domingos, depois que meu pai faleceu, eram passados em casa de minha Mãe, saia de casa por volta do meio dia comprava o almoço num restaurante em S. Gens e almoçava com ela, a maioria dos domingos o meu filha ia lá ter e depois de almoçar ia embora.
Acontece que por vezes, as tardes de domingos eram para mim, consideradas de "seca", praticamente passávamos a tarde, uma no sofá e a outra na cadeira, visto minha Mãe ter dificuldade em ver, devido aos diabetes, ficava na cadeira mais junta à TV e algumas vezes nem se via nada, simplesmente falávamos o que para ela era ótimo. Alguns domingos, uma amiga passava por lá e eu ia com eles até uma esplanada, até aí por volta das 17 horas, escusado será dizer que ela ficava "furibunda" e por vezes até fazia uns comentários! tudo isto que estou a escrever tem o propósito de dizer que ás vezes, sinto o chamado remorso, que embora não saiba muito bem o que é, para mim é isto... o pensar que ela ficava triste, o pensar que hoje reconheço, que nunca em domingo nenhum A devia ter deixado nem por duas horitas, o pensar que Ela se sentia só deixa-me triste e muitas vezes a pensar que quem me dera tê-la cá apesar de todas as nossas picardias e a certeza que não a ia deixar só mais domingo nenhum! Quando aparecia durante a semana, mais cedo do que ela estava à espera ou a contar, era uma alegria, normalmente estava sentada na cadeia à janela do quarto e eu sentava-me na beira da cama, ou numa mala até à hora do lanche!
Bem sei que agora é tarde demais para arrependimentos e sinceramente em relação a Ela, acho que só tenho mesmo este remorso!
Sei que estamos cá para pagar tudo e cada vez me convenço mais disso! e as saudades e arrependimento não As fazem estar de volta e digo isto com lágrimas nos olhos porque aos domingos, mais que nos outros dias, vem-me tudo à cabeça e posso decididamente dizer, que detesto domingos, mesmo!
sábado, 25 de fevereiro de 2017
61 M E S E S
O tempo de facto "voa", mas o pensamento não, esse está parado e bem parado!
Fazes-me falta e tenho saudades tuas.
Fazes-me falta e tenho saudades tuas.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
domingo, 19 de fevereiro de 2017
SINTO A TUA FALTA!
Penso em tanta coisa, tanta coisa... no que disse, no que não disse e na falta que sinto, por tudo.
Fazes-me falta MÃE!
Fazes-me falta MÃE!
sábado, 18 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
LENDA DE "AS CAMPAS"
É bem conhecido o ditado popular:
“Filho és pai serás, como fizeres assim acharás”.
Em Cavez existe um monte chamado “As Campas”. Segundo a tradição oral, era para aquele monte que se levavam as pessoas moribundas, as quais aí eram enterradas.
Certo dia, quando um filho, continuando a tradição, transportava num carro de bois o seu pai, que seguia embrulhado numa manta, este repetia continuamente:
“Filho és pai serás, como fizeres assim acharás.”
O filho ouviu, em silêncio, intrigado.
Chegando ao lugar de “As Campas”, o filho perguntou:
– Pai, quer ficar aqui ou mais adiante?
– Onde queiras. Já agora aproveita metade da minha manta, pois, um dia fará falta.
– Falta para quê? – Indagou o filho preocupado.
– Ora, para que é que havia de ser? Para quando chegar a tua vez de vires para este lugar…
– Então eu também venho para cá? – Interrogou o filho, assustado.
– Certamente que sim. Respondeu o pai.
– Não meu pai, não o vou deixar aqui. Voltamos para casa e a partir de hoje ninguém mais virá para cá. Atalhou o filho.
Desde então, as pessoas de Cavez começaram a sepultar os seus mortos no interior da igreja.
Mais tarde seria o adro o abrigo dos defuntos. Finalmente, mas só longos anos depois, seria construído o cemitério, a última morada para aqueles que partem para a Eternidade.
A velha “história da manta” é conhecida por todos, faz parte da tradição oral de Cavez, a propósito do referido monte “As campas”. Na verdade os mais antigos contam-na como um testemunho do passado, deixada pelos seus pais e avós.
“Filho és pai serás, como fizeres assim acharás”.
Em Cavez existe um monte chamado “As Campas”. Segundo a tradição oral, era para aquele monte que se levavam as pessoas moribundas, as quais aí eram enterradas.
Certo dia, quando um filho, continuando a tradição, transportava num carro de bois o seu pai, que seguia embrulhado numa manta, este repetia continuamente:
“Filho és pai serás, como fizeres assim acharás.”
O filho ouviu, em silêncio, intrigado.
Chegando ao lugar de “As Campas”, o filho perguntou:
– Pai, quer ficar aqui ou mais adiante?
– Onde queiras. Já agora aproveita metade da minha manta, pois, um dia fará falta.
– Falta para quê? – Indagou o filho preocupado.
– Ora, para que é que havia de ser? Para quando chegar a tua vez de vires para este lugar…
– Então eu também venho para cá? – Interrogou o filho, assustado.
– Certamente que sim. Respondeu o pai.
– Não meu pai, não o vou deixar aqui. Voltamos para casa e a partir de hoje ninguém mais virá para cá. Atalhou o filho.
Desde então, as pessoas de Cavez começaram a sepultar os seus mortos no interior da igreja.
Mais tarde seria o adro o abrigo dos defuntos. Finalmente, mas só longos anos depois, seria construído o cemitério, a última morada para aqueles que partem para a Eternidade.
A velha “história da manta” é conhecida por todos, faz parte da tradição oral de Cavez, a propósito do referido monte “As campas”. Na verdade os mais antigos contam-na como um testemunho do passado, deixada pelos seus pais e avós.
NOTA: Esta lenda foi escrita com base num texto existente no Museu das Terras de Basto e intitulado: Retalhos de Tradição, por Zé Pedro Lendário.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
QUANDO FORES
"investir" em alguém, investe amor, carinho, atenção, sinceridade, cafunés, abraços, deixa as palavras lindas de lado, tem atitude, palavras leva-as o vento, atitudes ficam nas lembranças.
Faz uma chamada eterniza o som da tua voz num simples: eu te amo. Quando realmente fores investir em alguém que seja amor e não a dor."
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
sábado, 4 de fevereiro de 2017
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
domingo, 29 de janeiro de 2017
sábado, 28 de janeiro de 2017
AMOR EM TEMPO DE CÓLERA (GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ)
"O romance conta a história do amor de Florentino por Fermina, que ultrapassam 53 anos quase sem nenhum contato. Conheceram-se pela profissão de telégrafo de Florentino, ao entregar correspondências a Lorenzo (pai de Fermina). Os dois passaram dois anos enviando cartas um ao outro, até Florentino decidir mandar uma carta com o pedido de casamento, mesmo sem nenhum contato físico e com o quase inexistente convívio até o momento; na dúvida Fermina esperou 4 meses sem dar a resposta, sendo forçada com uma correspondência mais que simbólica contendo um bilhete com o pedido de aceitar ou esquecer a proposta; ela aceitou, mas impôs a condição de que esperassem mais dois anos antes de se casarem, mas 4 meses antes da data marcada ocorreu a intervenção de Lorenzo que descobrira o relacionamento dos dois através de uma freira da escola da sua filha.
Lorenzo tomou atitudes tais quais como mandar a tia de Fermina embora, pois acobertava o caso e levar embora consigo a filha para outra cidade. Foram mais dois anos de correspondências escondidas de Lorenzo. Passado esse tempo Fermina voltou à cidade natal, sendo um dia visto por Florentino atravessando uma rua e tendo seu 1° contato com ele passando pela vila dos escrivães; reconheceu-o quando fora chamada de Deusa coroada, assim como ele a chamava em suas cartas. Apesar de estar emocionada achou prudente ignorá-lo com um simples gesto com a mão e um: “não, por favor, me esqueça!” Na mesma época chegou Juvenal de seus estudos na Europa, cobiçado pelas moças como sendo um bom partido; demonstrou interesse por Fermina e sendo o homem ideal no ponto de vista de Lorenzo, teve o sucesso com a mesma. O tio de Florentino resolveu que o certo seria a uma viagem de trabalho para esquecer a moça, mas ele preferiu tentar ganhar dinheiro ali mesmo.
Fermina era feliz com o casamento apesar de não amar o marido quando se casou, mas tinha consciência de que Juvenal era a pessoa certa para se casar. Passaram-se 51 anos e, no dia de Pentecostes, Jeremiah se suicida mandando uma carta a Juvenal (é aqui que o livro começa) com o pedido de procurar a sua companheira, que já sabia o motivo de seu suicídio; Jeremiah não queria ficar velho. No mesmo dia morre Juvenal tentando apanhar um papagaio. Florentino estava presente ajudando no velório e no enterro de Juvenal, passando despercebido por Fermina até o encerramento das procissões e permanecendo na casa para declarar seu amor a Fermina. As visitas passaram a ser constantes, levando Florentino a ter uma boa relação com Fermina e ter um bom relacionamento com o filho dela. Florentino convenceu Fermina a fazer uma viagem de navio e também foi. Depois dessa viagem eles seguiram juntos, totalizando a procura pela amada em 51 anos, nove meses e 4 dias."
A AMOR, QUANDO VERDADEIRO, NUNCA MORRE!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
60 MESES, 5 LONGOS ANOS
É verdade, 5 anos, uma eternidade, mas tão presente em mim!
Jamais esquecei este dias, todos os dias, até que a morte me "separe", me leve!
Ás vezes estás tão presente que sinto uma enorme tristeza quando de facto me apercebo que não,.. não estás e jamais estarás connosco!
Todos, mas todos os dias me lembro de ti, desde sempre, poderá até ser por uma qualquer coisa banal, por vezes basta abrir a tua gaveta da cómoda, abrir o roupeiro, na "tua" parte, ver algum do teu espólio na garagem e não só!
Fizeste parte da minha vida mais de 30 anos e isso é inapagável! As coisas são como são e apesar de tudo, neste momento quero o bem estar e a felicidade do nosso filho, sem dúvida!
Jamais esquecei este dias, todos os dias, até que a morte me "separe", me leve!
Ás vezes estás tão presente que sinto uma enorme tristeza quando de facto me apercebo que não,.. não estás e jamais estarás connosco!
Todos, mas todos os dias me lembro de ti, desde sempre, poderá até ser por uma qualquer coisa banal, por vezes basta abrir a tua gaveta da cómoda, abrir o roupeiro, na "tua" parte, ver algum do teu espólio na garagem e não só!
Fizeste parte da minha vida mais de 30 anos e isso é inapagável! As coisas são como são e apesar de tudo, neste momento quero o bem estar e a felicidade do nosso filho, sem dúvida!
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
domingo, 22 de janeiro de 2017
SEI
e estou com 100% certezas que ter alguém na minha vida está completamente fora de questão!
Apesar de não ser uma nem duas pessoas que me dizem que falo assim porque ainda não tive o chamado "clique" não sei, acho que a minha vontade de partilhar se foi!
O que eu sei e por vezes me é penoso, é sentir que ninguém me espera, ninguém me aguarda, ninguém me acompanha, ninguém me aconselha. Os fins de semana, principalmente os domingos, são mais "penosos" que os dias de semana. Sou contrária a toda a gente, normalmente querem que chegue depressa o fim de semana e eu, apesar de trabalhar, quero que o fim de semana acabe depressa! se possível poder adormecer (apesar de não gostar de dormir) e acordar depois de ele ter passado! O domingo normalmente é o dia em que a família vai passear, mesmo que os filhos já estejam "arrumados", vão os dois, passear à beira mar, a um shopping, a uma esplanada e eu, apesar de ir sozinha para quase todo o lado, com algumas exceções, por exemplo não me sinto bem sozinha numa esplanada, talvez por nunca o ter feito, foram muitos anos sempre acompanhada e aos fins de semana sinto-me "nua" na rua! saio muitas vezes, mas o máximo em 1 hora estou em casa! fazer o quê? a vida é como é e felizmente não ter um objetivo, não ter uma meta, não ter um abrigo é difícil, mas nada como um dia atrás do outro. Talvez me sinto assim um pouco mais "taciturna" por estar a aproximar-se uma data que me trás dor!
Apesar de não ser uma nem duas pessoas que me dizem que falo assim porque ainda não tive o chamado "clique" não sei, acho que a minha vontade de partilhar se foi!
O que eu sei e por vezes me é penoso, é sentir que ninguém me espera, ninguém me aguarda, ninguém me acompanha, ninguém me aconselha. Os fins de semana, principalmente os domingos, são mais "penosos" que os dias de semana. Sou contrária a toda a gente, normalmente querem que chegue depressa o fim de semana e eu, apesar de trabalhar, quero que o fim de semana acabe depressa! se possível poder adormecer (apesar de não gostar de dormir) e acordar depois de ele ter passado! O domingo normalmente é o dia em que a família vai passear, mesmo que os filhos já estejam "arrumados", vão os dois, passear à beira mar, a um shopping, a uma esplanada e eu, apesar de ir sozinha para quase todo o lado, com algumas exceções, por exemplo não me sinto bem sozinha numa esplanada, talvez por nunca o ter feito, foram muitos anos sempre acompanhada e aos fins de semana sinto-me "nua" na rua! saio muitas vezes, mas o máximo em 1 hora estou em casa! fazer o quê? a vida é como é e felizmente não ter um objetivo, não ter uma meta, não ter um abrigo é difícil, mas nada como um dia atrás do outro. Talvez me sinto assim um pouco mais "taciturna" por estar a aproximar-se uma data que me trás dor!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
PARABÉNS SÉRGIO!
«Meu filho:
onde vais
que tens do rio o caminhar?»
Não espreites a estrada, mãe,
que eu nasci
onde o tempo se despenhou.
«Meu filho:
onde te posso lembrar
se apenas te dei nome para te embalar ?»
Mãe, minha mãe:
não te pese saudade
que eu voltarei sempre
como quem chega do mar."
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
APESAR
de no próximo dia 25 fazer 5 anos que o Nando me deixou, tem dias que parece que ele ainda cá está, embora que nunca como hoje!
Estava muito bem sentada no computador e por uma fração de segundos pensei que ele estava em casa e foi um sensação estranha, depois pensei, não, ele partiu é simplesmente um sentir saudades! sim saudades...
Procurei uma imagem que me transmitisse este sentir e encontrei esta, tão pura, tão sentida, tão real!
Estava muito bem sentada no computador e por uma fração de segundos pensei que ele estava em casa e foi um sensação estranha, depois pensei, não, ele partiu é simplesmente um sentir saudades! sim saudades...
Procurei uma imagem que me transmitisse este sentir e encontrei esta, tão pura, tão sentida, tão real!
sábado, 31 de dezembro de 2016
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
GEORGE MICHAEL
Um dos grandes cantores que marcaram sem dúvida toda a década de 80. Uma década de muita importância na minha vida.
Mais um dos grandes que morre devido aos excessos, de droga, álcool!
A vida é complicada, mas quando pensamos que eles têm tudo, na finalidade não têm nada a não ser dinheiro! que descanse em paz!
N: 25/5/1963
F : 25/12/2016
Um dos grandes cantores que marcaram sem dúvida toda a década de 80. Uma década de muita importância na minha vida.
Mais um dos grandes que morre devido aos excessos, de droga, álcool!
A vida é complicada, mas quando pensamos que eles têm tudo, na finalidade não têm nada a não ser dinheiro! que descanse em paz!
N: 25/5/1963
F : 25/12/2016
domingo, 25 de dezembro de 2016
59 MESES
Lembro como se fosse hoje! As dores que ele sentia, o desconforto até pelo facto de não se poder sentar! enfim, lembro de tudo! Foi inclusivamente o último Natal de meu irmão casado!
Próximo dia 25, Janeiro, faz 60 meses 5 longos anos, uma eternidade, mas sempre presente e agora que estou a viver sozinha, mais falta me faz!
Hoje é Natal, mais um Natal um simples Natal!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
domingo, 4 de dezembro de 2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
23 DE SETEMBRO DE 1957
Andava eu a remexer numa gaveta onde tenho algum espólio que era de meus Pais e dei com um postal que diz:"Companhia Nacional de Navegação PAQUETE "QUANZA"
Vou transcrever o que minha Mãe escreveu e embora não seja a primeira vez que o leio, veio-me à ideia o quanto se deve amar um homem, neste caso o meu Pai, para se deixar tudo e se partir, sozinha isto há 59 anos! é obra. Fez-me igualmente lembrar alguns coisas que ela dizia e que nós "desvalorizávamos" que hoje, fazem tanto sentido...
Só é pena que muitas vezes só se interiorize o que nossas Mães nos dizem, quando elas já cá não estão e isto passa-se comigo e com toda a gente e apesar de todos nós o sabermos, todos caímos nos mesmos erros e quando temos a "luz", é tarde demais!
"23 de setembro de 1957
Querida Mãe,
Que estejam todos de saúde é o meu maior desejo, eu cá vou mais ou menos. No primeiro dia enjoei bastante, não aguentei as pastilhas e deitei tudo fora, mas o mar agora já está melhor e eu já vou bem. e dizem que daqui para diante o mar é melhor e o tempo melhor. Chegamos hoje a Las Palmas, lá para as 7 horas. Eu já arranjei aqui umas pessoas de Matosinhos que já estiveram em Luanda e que foram passar férias aí, vamos muito bem há aqui para alugar, umas cadeiras de braços e à noite estamos no convés do barco a tomar ar porque nas camaratas está calor. Tenho muitas saudades vossas. Agora vou ver se compro alguma coisa em Las Palmas, porque dizem que é muito bonito.
Saúde para todos que perguntarem por mim, beijinhos para a Lindinha e para vocês da filha Aida.
Adeus."
Sem palavras!
Vou transcrever o que minha Mãe escreveu e embora não seja a primeira vez que o leio, veio-me à ideia o quanto se deve amar um homem, neste caso o meu Pai, para se deixar tudo e se partir, sozinha isto há 59 anos! é obra. Fez-me igualmente lembrar alguns coisas que ela dizia e que nós "desvalorizávamos" que hoje, fazem tanto sentido...
Só é pena que muitas vezes só se interiorize o que nossas Mães nos dizem, quando elas já cá não estão e isto passa-se comigo e com toda a gente e apesar de todos nós o sabermos, todos caímos nos mesmos erros e quando temos a "luz", é tarde demais!
"23 de setembro de 1957
Querida Mãe,
Que estejam todos de saúde é o meu maior desejo, eu cá vou mais ou menos. No primeiro dia enjoei bastante, não aguentei as pastilhas e deitei tudo fora, mas o mar agora já está melhor e eu já vou bem. e dizem que daqui para diante o mar é melhor e o tempo melhor. Chegamos hoje a Las Palmas, lá para as 7 horas. Eu já arranjei aqui umas pessoas de Matosinhos que já estiveram em Luanda e que foram passar férias aí, vamos muito bem há aqui para alugar, umas cadeiras de braços e à noite estamos no convés do barco a tomar ar porque nas camaratas está calor. Tenho muitas saudades vossas. Agora vou ver se compro alguma coisa em Las Palmas, porque dizem que é muito bonito.
Saúde para todos que perguntarem por mim, beijinhos para a Lindinha e para vocês da filha Aida.
Adeus."
Sem palavras!
domingo, 27 de novembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
58 MESES
É muito muito tempo! Quando me sinto mais só, penso em como tudo era diferente quando estavas comigo. Já não vou falar em merecimentos porque todos vamos partir um dia, uns muito cedo outros tarde demais? não sei talvez!
Hoje é igualmente o dia do meu aniversário! mais um...
Lembrei-me de uma coisa que uma amiga diz: andamos neste mundo para nos aperfeiçoarmos...
Eu acho que não será só para isso, mas também para pagarmos erros do passado e enquanto esses erros não forem pagos, normalmente em dor e sofrimento, não "vamos".
Ás vezes merecemos, eu falo por mim se pudesse voltar atrás, algumas coisas seguramente não as voltava a fazer...
Será por pensar demais? será que muitas pessoas cometem erros bem mais graves e tudo lhes "sorri"? será????
Hoje é igualmente o dia do meu aniversário! mais um...
Lembrei-me de uma coisa que uma amiga diz: andamos neste mundo para nos aperfeiçoarmos...
Eu acho que não será só para isso, mas também para pagarmos erros do passado e enquanto esses erros não forem pagos, normalmente em dor e sofrimento, não "vamos".
Ás vezes merecemos, eu falo por mim se pudesse voltar atrás, algumas coisas seguramente não as voltava a fazer...
Será por pensar demais? será que muitas pessoas cometem erros bem mais graves e tudo lhes "sorri"? será????
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
PARABÉNS MÃE!
Se minha Mãe fosse viva, hoje fazia 83 anos. Sinto uma falta enorme enorme...
Tem dias que a tristeza é muita e as saudades demais!
Estejas onde estiveres quero que saibas que te adoro!
Tem dias que a tristeza é muita e as saudades demais!
Estejas onde estiveres quero que saibas que te adoro!
terça-feira, 22 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
PARA MEDITAR...
"Em plena aula, um professor, sem dizer uma palavra, pegou num franco grande, vazio e começou a enchê-lo com bolas de golfe. De seguida, perguntou aos alunos se o franco estava cheio. Todos eles estiveram de acordo em dizer que sim. Então o professor pegou numa caixinha de fósforos e deitou-os dentro do frasco. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas! O professor volta a perguntar se o frasco estava cheio e eles voltam a dizer que sim! seguidamente o professor pegou numa caixa de areia e despejou-a dentro do frasco. Obviamente a areia preencheu todos os espaços vazios do copo e o professor volta à pergunta já "batida", se o frasco estava cheio. Os alunos foram ainda mais retumbantes no sim que pronunciaram. De seguida, o professor adiciona duas chávenas de café ao conteúdo do frasco que preencheram todos os espaços vazios entre a areia. Nessa altura os alunos riram à gargalhada e quando os risos terminaram, o professor comentou:
"Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes: A família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam! são coisas que mesmo que perdêssemos tudo o resto, manteriam a nossa vida ainda cheia. Os fósforos representam outros elementos importantes da nossa vida, como o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia, é tudo o resto, são as pequenas coisas. Se primeiro colocarmos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos nem para as bolas. O mesmo ocorre com a vida. Se gastarmos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que são realmente importantes. Prestem atenção ao que realmente importa. Estabeleçam as vossas prioridades e o resto é só "areia".
Nessa altura um dos estudantes levantou o dedo e perguntou: Então o que representa o café? O professor abriu um sorriso e disse: Ainda bem que há alguém que está bem atento e pergunta! Isso é só para vos mostrar que, por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomar um café com um amigo!"
PENSEM NISTO!
terça-feira, 15 de novembro de 2016
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
sábado, 5 de novembro de 2016
terça-feira, 1 de novembro de 2016
domingo, 30 de outubro de 2016
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