domingo, 25 de novembro de 2018

82 M E S E S

Hoje, dia do meu aniversário, dia que faz 82 meses que nos deixaste, dia que faz 6 anos que o Fly deixou de estar connosco. É domingo e vai ser um dia, mais um dia, igual, normal, talvez cinzento e triste!

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

MÃE

Sinto em mim a distância da tua ausência. Tão longe estamos uma da outra, e sinto que cada dia que passa estamos mais perto, pelo menos perto de ir ao teu encontro, numa pedra escura e fria! 

Dizem que Mãe é eterna, única, inesquecível, sinto que é a verdade! 
Como gostava de te ter aqui comigo!

Parabéns Mãe. 
Para mim, dia 23 de novembro, não é esquecido, nem vai ser nunca! 

sábado, 10 de novembro de 2018

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

81 M E S E S

Tanto se passou...
Tanto para contar!
Saudades e a certeza do eternamente sem ti! 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

CADA VEZ MAIS TENHO A CERTEZA,

de que ninguém morre sem "pagar".!

Ao longo da nossa vida, vamos tendo determinadas atitudes, dizemos determinadas coisas, por vezes influenciamos no "mau" sentido pessoas que nos estão próximas e não quero com isto dizer que o fazemos de propósito, simplesmente é o que na altura nos parece correto, ou nos sai pela "boca fora".

Ao longo dos anos, vamos "pagando" muitas das "alarvices"que fazemos.

Não quero dizer que seja remorso, mas nos momentos de solidão, vem-nos tantas coisas à ideia, tantas memórias do que dissemos as quais nos "entram" em forma de pagamento!
Passar pelo que já fizemos "outros passar" e dói...

Depois nem todos temos a capacidade de ser "forte" o suficiente para não ficar a cismar  no assunto...
Mas fica sempre a ideia, "pois eu disse isto, eu disse aquilo", e recebemos esta e aquela resposta  e pensamos que se o tempo voltasse para trás, o nosso procedimento ia ser outro!

E isto é o chamado "pagamento" remorso?!!! talvez...   

Por isso digo, ninguém "vai embora sem pagar"

terça-feira, 2 de outubro de 2018

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

FIQUEI EM LÁGRIMAS! DESCANSE EM PAZ.




N: 22 de maio de 1924
F: 01 de outubro 2018
(94 anos)

terça-feira, 25 de setembro de 2018

sábado, 25 de agosto de 2018

79 M E S E S

Tem dias mais dolorosos que outros! A vida continua a solidão é cada vez maior.
Sofro em silêncio mas consciente!
Penso em ti sempre.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

quarta-feira, 25 de julho de 2018

7 A N O S

Faz hoje sete anos que meu pai partiu. Tenho tantas,mas tantas saudades. Não consigo escrever uma única palavra, não consigo pensar Nele sem me comover. Foste, és e serás sempre o melhor pai que eu podia ter tido!

78 M E S E S


segunda-feira, 23 de julho de 2018

quarta-feira, 27 de junho de 2018



Sempre com lágrimas nos olhos pelo tanto que o Nando adorava esta música!

Será eterna em mim!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

sábado, 16 de junho de 2018

Ercília Costa. O Meu Filho



Minha Mãe adorava cantar, principalmente fados. Sempre que ouço alguns deles, da Amália entre outros fadistas, consigo lembrar, de ouvir minha Mãe a cantá-los e mesmo eu, consigo trautear pelo menos o refrão!



Acontece que hoje, numa festa que fui e em que o meu cunhado participou num pequeno teatro, que foi seguido por uma seção de fados, ouvi este, que depois pesquisei e que nunca o tinha ouvido, ou se tinha, não lembro em absoluto de a ouvir cantar.

Adorei a letra, com acho de um grande sentimento e sendo realmente muito antiga, de 1930 creio eu, acho realmente "estranho" não me lembrar de ela a trautear. Gostei tanto mas tanto de ouvir a Srª, amiga de meus cunhados e já com 73 anos a cantar o fado, principalmente este fado!

"Pedi a Deus que me desse
Um testemunho de amor
E Deus que ouviu minha prece
Deu-me um filho encantador

Sua graça é tão imensa / E é tão grande o seu carinho
Que trago a vida suspensa / Na vida do meu filhinho

Nunca o hei-de trocar / Pelos tesoiros mais vastos
Ainda que tenha de andar / A vida inteira de rastos

Nesta alegria envolvida / Vivo mais do que ninguém
Há sempre mais que uma vida / No peito de quem é mãe"

domingo, 10 de junho de 2018

sábado, 26 de maio de 2018

LEMBREI UM TEMPO JÁ ESQUECIDO!


Desde o dia 11 de outubro de 2011 e depois de várias trocas de impressões e vários documentos entregues, ao administrador de Insolvências depois de ter vindo tudo indeferido em relação à possibilidade de poder receber pelo menos o Fundo de Garantia Salarial, (foi entregue fora de prazo) já que a indemnização a vi por um "canudo" (30.058,48 €) eis que, ao fim de quase 7 anos, recebo uma carta que me deixou,triste, revoltada e principalmente só!

Ao fim de toda a gente saber que sim, a insolvência não foi honesta, ao fim de ter mostrado provas disso mesmo, eis que recebo uma carta do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, a dizer que:"... apresentar o Parecer legalmente previsto, concluindo pela qualificação da insolvência da Firma "tal" . Como fortuita, tendo por base a apresentação atempada à insolvência, o cumprimento do dever de colaboração e a inexistência de indícios de sonegação do património, com o intuito de dificultar ou prejudicar a satisfação dos credores da insolvente ou outro intuito,concluindo assim que dos elementos recolhidos não se encontram preenchidas nenhumas das condições previstas na lei para qualificar como culposa a insolvência..."!

E é este o País que temos o País onde as firmas fazem o que querem e de tal maneira "bem feita" que quem se lixa é sempre o mexilhão.

Sei que na altura, não tinha uma grande estrutura emocional para poder lutar quase sozinha porque além de sermos muito poucos, a maioria não quis saber e houve até pelo menos 2, que compactuaram com vários esquemas, mas devia ter feito o que uma advogada me disse, meter logo uma providência cautelar e não deixarmos sair stock pela porta fora, como foi feito nas "nossas barbas" e isto tudo aliado ao facto de me ter "metido" com um advogado, que ninguém me tira da cabeça andou a "mamar" do outro lado o que fez que todos os prazos prescrevessem e eu ficasse absolutamente sem nada! no Mínimo revoltante...

https://oolhardamente.blogspot.pt/2011/10/pelo-menos-tentar.html

sexta-feira, 25 de maio de 2018

quinta-feira, 17 de maio de 2018

4 A N O S

Mais um ano sem a tua presença!
Entendo quando dizem que as Mães deviam ser eternas...
Tinha tanto para te contar!
Jamais te esquecerei. Mãe

domingo, 6 de maio de 2018

PORQUE HOJE É O DIA DA MÃE!

e eu tenho muitas saudades da minha Mãe!
Não te posso presentear com nada, não posso sequer ir à tua casa física, mas vou-te "visitar" e meter uma luzinha, à casa onde ficarás! eternamente!

sábado, 28 de abril de 2018

quarta-feira, 25 de abril de 2018

75 M E S E S

Mais um mês, mais um dia, mais uma eternidade e a saudade de saber que tudo passou que nada volta!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

HOJE

faz 11 anos que o Nando foi operado pela 1ª vez!
Pensava que seria para ficar tudo bem e afinal não ficou assim tão bem!
Estou convencida, com estive na altura e estarei sempre, que se tivesse feito quimioterapia, mesmo que fosse "ligeira", o "bicho" não teria voltado 2 anos depois! Os médicos na altura disseram-me textualmente isto:-"Não se podem submeter os doentes a tratamentos tão agressivos, quando nada indica que possa haver metástases".
A vida continua, mas estas datas são sempre lembradas com tristeza!

sábado, 7 de abril de 2018

segunda-feira, 26 de março de 2018

domingo, 25 de março de 2018

74 M E S E S

O tempo é o que eu tenho mais "certo". Ninguém imagina, nas noites em que não durmo, que são imensas, no que penso!
Em que penso, como penso!
Não sonho, nunca fui de sonhar, sou de pensar. ~

-Fazes-me falta, muita falta e se eu soubesse o que sei hoje, havia com toda a certeza certas coisas que não as fazia da maneira que fiz, mas infelizmente o passado está feito e não pode ser modificado!
Muitas vezes o ser-se "forte" trás consequências "catastróficas" mas ao mesmo tempo de serenidade!
Sei que sou uma pessoa diferente, aceito com segurança e determinação tudo o que me é dado e espero, enquanto cá andar, continuar a seguir o caminho que me é apresentado com a força que me aparece sabe-se lá de que "entranhas".

sexta-feira, 23 de março de 2018

quarta-feira, 21 de março de 2018

60 A N O S

Se estivesses connosco, hoje completavas 60 anos.
Deixastes-nos cedo demais, apenas com 53 anos!

As palavras não são muitas, não são poucas, ás vezes são nada perante a tristeza que me envolve em momentos de solidão!
Hoje vou "ver-te" mais uma vez, sei onde estás estás no nosso coração!

quinta-feira, 15 de março de 2018

88 ANOS

Parabéns Pai. Estejas onde estiveres jamais te esquecerei.
Penso em ti, em como gostava de ter ao meu lado... eras para mim, um amparo em todas as horas!
O tempo passa, os anos passam mas a tua lembrança permanecerá  dentro de mim, para sempre!

terça-feira, 13 de março de 2018

segunda-feira, 5 de março de 2018

AO FIM DE 15 DE ESPERANÇA

Queria poder dizer-te Nando, que consegui hoje a primeira parte que me vai levar a um caminho de maior "conforto".

Amanhã, vou "ver-te" dar-lhe umas belas flores e contar-te, assim como aos meus Pais, o que se passou e em como tenho agora um pouco mais de esperança que consiga, viver com  a dignidade que acho merecer ao fim de tanto tempo.

Tenho tido algumas lições, que me fazem pensar que é cá que se paga tudo e eu paguei,  por muita coisa, muita "asneira" que me saía pela boca fora mas tive o discernimento de viver de pé", sempre!

domingo, 4 de março de 2018

domingo, 25 de fevereiro de 2018

73 M E S E S!

Sou muito "terrena" e tenho a noção, ou melhor sei que a vida continua, tenho continuado com "ela" com os altos e baixos inerentes a isso mesmo, à vida!

São 73 meses e um longo caminho percorrido só
apesar de por vezes pensar que a minha capacidade de discernimento, de método, de aceitar o que a vida me dá, vem um pouco de ti, do quanto me querias ver bem...

Enquanto por "cá andar", espero ser sempre assim, coerente, lúcida e ponderada!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018


Eras puro-sangue, leziria em flor

Minha eterna amante, distante amor
Não esqueci a tua pele salgada
Nem o mar que nos traçou a estrada
Que é de ti doce miragem meu veleiro de ilusões
Soltei velas da memória Naveguei p'la vida fora preso ao mastro das recordações.
Eras terra cinza, lava ardente o fogo em mim que é de ti
Ilha dos amores sonho sem fim
Perguntei ao vento em que redes te prendeu que é de ti
Não me respondeu riu-se de mim.
Eras maré cheia dos meus ideais
A paz e a bonança de temporais
Catedral da minha fantasia
Desenho o teu rosto em cada dia
Que é de ti dá-me um sinal lá donde estás
Ai a saudade nem com o tempo amansa
Não morreu a esperança
Eu não encontro paz
Eras terra cinza, lava ardente o fogo em mim que é de ti
Ilha dos amores sonho sem fim
Perguntei ao vento em que redes te prendeu que é de ti
Não me respondeu riu-se de mim.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

72 MESES (6 ANOS)

6 longos anos sem a tua presença.  Ás vezes, algumas vezes em alguns dias, sinto-me como que rodeada na dor, triste, vazia, oca e principalmente extremamente só!

 Continuo a pensar em ti e principalmente na falta que me fazes, nos dias vazios e tristes!

Tinha como companhia o nosso Kiko, que também partiu dia 4 de dezembro. Agora ninguém me espera a não ser a casa vazia, por vezes triste, fria!

Tanto para te contar...tanta coisa mudou, sou forte sabes? Gostava de acreditar que estás comigo mas sei que isso não é possível!

Tenho dias maus, dias de pensar que não mereço, dias de pensar que mereço, dias de pensar que estou a "pagar", mas como disse anteriormente, sou forte e enquanto por cá andar, quero continuar a ter o discernimento, que tenho tido até aqui! é duro sabes? viver como tenho vivido estes últimos tempos, mas não sou de lamúrias e sei que tudo tem um propósito e se eu tinha que pagar, estou a pagar e vai acabar o "pagamento" pois nada é eterno, nem mesmo as "dívidas", que são pagar, com tristeza, dor e lágrimas!
Sei que nada de ti existe, mas gosto de te ir "visitar", faz-me sentir bem, perto de ti e dos meus Pais dos quais as saudades também são muitas! e decididamente quando perdemos quem está sempre "lá", incondicionalmente, nada jamais é igual! 

sábado, 20 de janeiro de 2018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

PARABÉNS SÉRGIO!


Sei que o que vou escrever, são as chamadas "frases feitas", sei também que só são frases feitas porque o Amor de Mãe é na realidade único, nada nem ninguém, consegue explicar esse Amor, simplesmente porque é um Amor incondicional, um Amor, sublime e único!

 Depois que somos Mães e eu só o fui uma vez, a nossa vida jamais fica igual, aprendemos e ser generosas, ou a ser mais generosas, aprendemos, a dividir, a dar o melhor de nós crescemos como ser humanos pelo simples facto de querermos que esse Alguém que nasceu de nós, seja um ser humano melhor que qualquer outro. Aprende-se que o Amor é dar sem receber nada em troca é sentir que damos tudo pela sua felicidade. A vida nunca mais é a mesma é sem dúvida muito mais partilhada.
E são sempre os "nossos meninos", queremos sempre ter umas "asinhas" por baixo para os proteger e só os queremos ver felizes, eu sou assim, ele estando bem eu estou bem a felicidade dele é e será sempre a minha felicidade.

 Tudo isto para lhe dar os parabéns... parece que ainda nasceu ontem, (sintoma de Mãe :D) e já passaram 32 anos! Sinto orgulho no adulto que ele é, no jovem e na criança que foi, sempre um ser humano incrível, amigo do seu amigo, responsável, metódico cumpridor e leal. Não é por ser meu filho que o escrevo simplesmente é a realidade, se não fosse, não o escrevia, remetia-me ao silêncio.

PARABÉNS meu filho e sempre que precisares, estou e estarei para ti, incondicionalmente...

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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

domingo, 31 de dezembro de 2017

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

71 M E S E S

E tanto para te contar...
Mais um dia, de Natal, mais um dia de saudade!
Lembro o último que passaste connosco, tão triste, tão doloroso!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

KIKO

 Hoje é mais um dia triste a juntar aos muitos que já vivi!

Ele era simplesmente um gato, de nome Kiko, para mim humano o suficiente por ter sido um grande grande conforto nas horas de solidão e dor, "testemunha" silenciosa, uma espera amistosa e calma, um companheiro leal e carinhoso. A minha, a nossa casa está triste, vazia, cinzenta e principalmente silenciosa! estiveste sempre ao meu lado durante os 16 anos que aqui vives-te, não conheces-te outra família, mas sei que foste feliz,.!

Deste-me mais, muito mais do que eu alguma vez sonhei dar-te vou sentir a tua falta, a falta do teu ronronar, a falta da tua companhia no sofá, a falta de partilhar contigo uma colherzinha de yogurt que tanto gostavas! descansa em paz e sei que jamais te esquecerei, estás no meu coração, na tua "gaveta" para sempre!

N: 25-04-2001
F: 04-12-2017

Sacos eram uma "perdição"


sábado, 25 de novembro de 2017

70 MESES

O tempo passa, os dias voam, eu continua a lembrar-me de ti. Tem dias que sinto que, se estivesses comigo a minha vida tinha levado outro rumo, não tinham acontecido algumas situações, situações essas em que tive que decidir sozinha, entre o sim e o não!
Estejas onde estiveres a tua presença, esteve, está e estará sempre na minha vida!

Hoje dia 25 de novembro, dia dos meus anos, dia em que faz 5 anos que morreu o nosso Fly, de saudades? talvez quem sabe!

sábado, 4 de novembro de 2017

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

69 MESES

Muitos meses e a tua presença ainda faz falta e creio que fará sempre!
Nos dias de maior solidão, sei que nunca as terias se estivesses comigo!
A vida é assim, a morte é assim e nada pode ser modificado nesse aspeto! restam as lembranças a a saudade!

domingo, 15 de outubro de 2017

terça-feira, 10 de outubro de 2017

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

domingo, 24 de setembro de 2017

BEATRIZINHA!

Quando vim morar para esta casa, comecei a reparar no ritual de uma Srª que morava numa casa em frente à minha!

Entroncada e de estatura não muito alta, as poucas vezes que a ouvi falar, foi na cabeleireira e uma ou outra vez na rua!Tinha uma voz "forte", determinada! O marido, tinha um ar severo, sempre de cigarro na mão e ela demonstrava um relativo mau estar na presença dele!

Com o passar do tempo, apercebi-me que havia 1 rapaz que quando o pai saia, se debruçava no pequeno muro e deixava uma saca, saca essa que a Mãe, à "socapa" lha entregava dias depois e sem que o pai se apercebesse. A minha curiosidade foi aumentado até que perguntei a uma vizinha o porquê daquela situação e quem era o rapaz em questão. Fiquei a saber que o casal tinha vários filhos, todos casados à exceção de 2 que se tinham metido na droga fazia já vários anos! O pai, mediante a situação, meteu-os fora da porta...
Aqui começou o drama da Beatrizinha. Sem que o marido soubesse, ela lavava a roupa e ajudava os filhos na medida do possível, sem que eles pudessem sequer pôr um pé dentro de portas!.

 O tempo foi passando até que o marido faleceu, segundo ouvi na altura, por problemas relacionados com o tabaco. Escusado será dizer que a 1ª coisa que ela fez foi levar os filhos para casa. Na altura esteve um, que era o que mais aparecia digamos assim e ultimamente era o outro que ficou a viver sempre com ela e que era o seu amparo quando a Srª acamou tendo posteriormente ido viver para um lar.

 De vez em quando, ao domingo, o filho vai busca-la e trás a Mãe a casa, a casa onde sempre viveu, a casa onde amou e sofreu, a casa para onde levou o filho que neste momento lhe "paga" da maneira mais sublime que imaginar se pode, com gratidão.

 Eu, não consigo deixar que não me caiam algumas lágrimas sempre que os vejo e penso, no quanto o Amor daquela Mãe foi gigante, o quanto ela sofreu por amor aos filhos, no quanto aquele filho demonstra ternura por ela, quando lhe arranja o casaco que teima em cair das costas, quando lhe faz um carinho quando alguma vizinha se aproxima como foi o caso de hoje!
Amor incondicional sem dúvida e de exemplo para muita gente!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017



                                                                                                                       One man, one woman

Two friends and two true lovers
Somehow we'll help each other through the hard times
One man, one woman
One life to live together
One chance to take that never comes back again
You and me, to the end

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

67 MESES

Ainda um dia destes uma amiga me disse, que tenho a tua partida ainda muito presente!
O tempo corre mas as lembranças de como eras meu, nosso amigo, permaneceram para sempre e isso é inquestionável!
Fizeste e farás sempre parte da minha vida, foste o pai do meu filho, um pai amigo, protector e leal. A tua máxima preocupação éramos nós, sempre nós!
Não se pode mudar o passado, não se pode mudar o presente e muito menos o futuro, embora digam que nós fazemos o presente e o futuro é tudo "treta". O tempo passa e ás vezes penso no impensável, penso em coisas que nunca as direi a ninguém e muito menos as escreverei! sei que muitas delas chegam a ser "macabras"... Espero conseguir ter uma vida melhor no futuro e lamento tudo o que queria partilhar contigo e não posso! Ao fim de 67 meses... longos, muito muito longos.

sábado, 19 de agosto de 2017

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

terça-feira, 15 de agosto de 2017

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

segunda-feira, 31 de julho de 2017

terça-feira, 25 de julho de 2017

6 ANOS DE SAUDADE...


66 MESES

Mais um mês na contagem da vida!
Fazes-me falta!  

domingo, 16 de julho de 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

SIMPLESMENTE PELO FACEBOOK!

Ainda dizem que não há amizades à distância!  Eu tenho uma estima imensa por esta rapariga!

Adriana:

São tantos e tantos anos que somos amigas, vc me viu na pior fase que vivi, a do câncer. Agora o que vc presencia é a renovação e o presente que o Universo dá como compensação por todo sofrimento. Tenho certeza que muito do que enfrentei eu tirei forças na sua história de vida também, o amor que tem pelo seu Nando, pelos seus bichinhos e tudo mais. Sou grata a vc. 

Eu: Amiga, me comovi agora. Grata também por tudo  

Fico feliz por ver sua felicidade

Adriana: 

E eu feliz por ver como você é guerreira e um espelho para mim. 

domingo, 25 de junho de 2017

65 MESES

65 meses e uma eternidade. Continuo a pensar em ti todos, mas todos os dias!
Imagino coisas que ás vezes me deixam tristes.

Sei e sempre soube que quando partisses, ou quando partiste que jamais nada seria igual.

Não sou, nunca fui e nunca pretendi ser a melhor pessoa do mundo, fiz muita "merda" ao longo do meu percurso de vida, mas à parte disso, às vezes penso que tanto tu como eu, talvez tivéssemos merecido melhor sorte. Claro que tu já cá não estás e eu vou levando a vida, umas vezes alegre, outras nem tanto, mas sempre com a "névoa" da tua partida.
Passa-me tanta coisa pela cabeça... tanta!
Como sabes nunca dormi bem e nunca tenho sono e as noites, longas, são a pensar às vezes coisas que nem "lembra ao diabo" como diria a minha Mãe em quem também penso e muito, principalmente em como havia algumas coisas que faria seguramente diferente se ela ainda estivesse comigo. Penso no meu Pai, que saudades de o ouvir: "ó mulher, ó mulher"...
A vida continua simplesmente um dia atrás do outro, com dor, lágrimas e tristeza, alguma alegria, coisa pouca!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A VIDA PARA ALGUMAS PESSOAS É DOLOROSA!

Ontem, estive atenta e muitas vezes emocionada com a história de vida de uma Srª.
Ás vezes até custa a acreditar como a vida pode levar a transformações tão "avassaladoras" tanto para viver melhor, como para viver pior!

Creio que ninguém vai associar o que vou escrever aquela senhora, além do mais, não porei nomes!

Tanto ela como os irmãos, foram criados numa família da alta burguesia do Porto, com criadagem para tudo, desde servir à mesa, a darem-lhe banho, terem um motorista particular para os levar à escola, uma governanta, etc etc. . Portadores de vasta fortuna também no Douro e Guimarães. A mãe, tinha feito o "liceu" e como senhora "fina", que era, limitava-se a não fazer rigorosamente nada a não ser passear e sempre de motorista privado, tinham tudo mas tudo o que a riqueza lhe proporcionava!

Tudo corria bem, ou aparentemente bem, até que tinha ela uns 17, 18 anos e tudo mudou. Nunca, mas nunca, nem mesmo agora que tem quase 80 anos, sabe o que aconteceu, sabe simplesmente que ficou pobre, ficou paupérrima!

Despojadas de tudo e com o pai ás "portas da morte" devido a um cancro, foram viver para um quarto... sim um quarto! ela, a irmã, a mãe e o pai. Cozinhavam no quarto, numa máquina de petróleo, faziam as necessidades num balde, que era despejado de manhã, tomavam banho numa bacia, com água que levavam da rua, do fontanário...!

Começou a trabalhar, a par com a irmã, numa loja mesmo em frente ao mercado do bolhão e na hora do almoço, como não tinham nada que comer e a fome "apertava", ficavam à espera que as mulheres das bancas do mercado, depois de comerem a "malga" da sopa, cochilassem um pouco, e aproveitavam para ir roubar uma peças de fruta que servia de almoço, lanche e a maior parte das vezes até de jantar.

No final do dia, antes de ir para casa, ficava por ali a apanhar as "beatas" que deitavam para o chão e que embrulhava em jornal para chegada a casa, as desfazer e fazer as mortalhas para alimentar o vício do pai!
Certo dia, um Sr, que por ali tinha um quiosque, chamou-a e perguntou-lhe o que é que ela andava a apanhar tão discretamente todos os dias aquela hora, ela, que diz sempre ter sido uma rapariga medrosa, contou:- Ó Sr, o meu pai está está muito doente, e tem o vício do tabaco e ando a apanhar as beatas para lhe fazer os cigarros e os jornais ele vai lendo alguma coisa.!

o Sr. levou-a à loja, deu-lhe um pacote de cigarros, e disse-lhe:-"Quando acabar vens buscar mais, não quero que andes a apanhar isso do chão ouviste?

Fiquei super sensibilizada quando ela disse que não há dia nenhum que não se lembre do Sr e que quer que ele esteja "num bom lugar".

A vida continuava a ser muito complicada e até a mãe, que nunca tinha trabalhado, quando ela falou que estavam a precisar de uma pessoa, a mãe disse que podia ir ela pois precisava de trabalhar e que queria ver se se conseguia adaptar, coisa que ela estranhou devido à mãe nunca ter feito nada, mas certo é que conseguiu e começou igualmente a fazer "pela vida", pois mesmo assim, as dificuldades eram muitas!

Quando tinha uns 25 anos, conheceu um homem, da mesma idade, filho único, criado não só pela mãe mas também por umas tias e que trabalhava perto do silo-auto numa loja de venda ao público de peças de automóveis, já extinta.! Não gostava dele, só pensava que ao casar, poderia ser um passo  para deixar de passar a fome que passava...

Assim foi, apesar de uma das tias ser muito religiosa, ela decidiu que não queria casar pela igreja, só pelo registo e casaram.
Alugaram então uma casita, pequenina, mas que "tinha tudo o que era preciso" desde cozinha, sala, quarto e WC.

Nunca soube, do problema de alcoolismo que o marido tinha! em primeiro lugar, depois de o conhecer, não namorou muito tempo e em segundo, nas visitas que fazia a casa dele, nunca deu para se aperceber o que só veio a acontecer passado uns dias de casada. Ele durante o dia, ia trabalhar normalmente, mas antes de vir para casa, passava pelas "capelinhas" e bebia e bebia! tinha pavor a tomar banho, segundo ela, passava simplesmente as mãos por água e "limpava-as" na cabeça, não conseguia dormir com o cheiro insuportável que ele exalava dos pés do chulé de meses, estava sempre a fazer a cama de lavado! Se não gostava dele, teve a certeza que jamais iria gostar! além da vida que levava de insultos e tudo o mais!

 Não obstante esse facto, ela cumpria com as "suas obrigações de esposa" e ele andava impecavelmente vestido, as calças bem vincadas e as camisas, engomadas miraculosamente, ao ponto de certo dia, o marido lhe ter dito para passar lá por o trabalho dele que a mulher do patrão queria falar com ela...
Ficou intrigada, mas lá foi. Era simplesmente para lhe perguntar, quem é que passava a roupa do marido que ele andava melhor engomado que o patrão! quando lhe disse que era ela mesma, pediu-lhe para dar "umas aulas" à empregada dela...

Em relação à intimidade era um castigo, por vários fatores, começando logo pelo fator álcool.
Teve 4 filhos, duas raparigas e 2 rapazes. Como a casa estava a ficar pequena e ele era empregado comercial, conseguiu uma casa para os lados de Lordelo. Ela trabalhava como uma moura e depois dos filhos criados, ou quase, decidiu deixá-lo, alugou uma casa nas Fontainhas e levou os 3 filhos mais novos, visto o mais velho andar a estudar ali na zona.
Mais tarde voltou a mudar, para a casa que vive atualmente.

 Passado uns tempos ele teve um AVC, o filho não conseguia dar "conta do recado" ele ficou, magro, cadavérico, sem forças, humilde, parecia outra pessoa!.
  Ela, diz: trás o teu pai cá para casa que eu tomo conta dele"...
Assim foi, começou a dar-lhe comer a horas, medicação a horas e ele melhorou a olhos vistos e começou a ser o que nunca tinha deixado de ser, mau e sem se importar com nada a não ser com ele próprio. Com ela mora uma neta e uma filha, que trabalha aos turnos e ele não queria saber, se se lembrasse de ligar a televisão, ligava, se se lembrasse de as insultar, insultava.

Arranjou maneira de "cavar" a própria sepultura". O filho mais velho, consegui metê-lo num lar, em frente à casa onde morava, e onde o pai viveu simplesmente uns 15 dias...

Ela continua a trabalhar, apesar da idade, trata da casa de um "doutor" desde a limpeza, às roupas e a par disso, ainda faz arranjos de costura para os quais não tem "mãos a medir".

Uma senhora que nunca foi feliz, mas que dá gosto ouvir, sempre com asneirolas pelo meio, que aprendeu na "vida", na rua, que dá umas sonoras gargalhadas e que depois de ter contado toda a sua vida, não deixou de voltar a repetir: "Não há um dia, um único dia, que não me lembre do Sr. dos cigarros, que Deus lhe dê o melhor lugar que exista lá no céu" e que a ela, lhe perdoe a fruta que roubava, no bolhão, ás vendedoras, também elas pobres e que também elas, lutavam para sobreviver!.

Eu? chorava... simplesmente chorava!  A minha Mãe dizia que era uma :"pita chorona" e eu estou a ficar igual, tudo me comove!

sábado, 10 de junho de 2017

domingo, 4 de junho de 2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

CAXITO


O meu canário "caxito", morreu hoje!
Dia da criança!
Estava muito velhinho, já não voava há uns tempos e já não via de uma vista! Mas mesmo assim tive imensa pena.

Nunca tivemos um canário, periquito ou até mesmo agapornis que segundo dizem, duram muitos anos, mas nunca o tempo que este bichinho durou cá em casa!

"Nasceu" (foi comprado: 18-12-2006
  Faleceu:......................01-06-2017

(Na primeira tirada em 2012 ainda estava bem, na segunda, já muito velhinho e já sem conseguir voar)