quinta-feira, 20 de agosto de 2015

ACABARAM OS "FRANGOS"...

Foram mais de 30 anos a "virar frangos"! neste momento os frangos para mim acabaram... será que está na altura de arranjar uma bananeira?

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

MIGRALEVE / MIGRÉTIL

Migraleve

Migrétil









Aos 40 anos sensivelmente comecei a ter enxaquecas. Depois de uma série de peripécias, inclusive com a toma de comprimidos, ultimamente é com o Migraleve que me "safo", sendo que são agora muito menos frequentes. A semana passada e depois da crise por que passei, teve que tomar o Migraleve pois as enxaquecas eram demais. Como fiquei só com 2 comprimidos decidi ir à farmácia para "reforçar o stock".

Qual não é o meu espanto, a fabricação está suspensa e para substituição, podia trazer o Migrétil que segundo a médica, é equivalente. Não sei o motivo por ter sido suspenso, mas alguma explicação deve haver!
 O Migraleve  custava 2,79 € e o Migrétil, custa 4,84 € embora que enquanto o primeiro só tinha 12 comprimidos e é da Johnson & Johnson, este tem 20 e é da Bial!

Comprei também o "Valdispert" e vou começar a tomar hoje meia hora antes de dormir e só mesmo um por dia! 

domingo, 16 de agosto de 2015

VALIUM 5 mg

 Fui ao médico para me queixar de um "gogueira" que sinto na garganta, em determinadas alturas parece que tenho alguma coisa a apertar... Mandou voltar a repetir o exame que tinha feito à tiróide e receitou-me esta "preciosidade" destes comprimidos para dormir melhor uma vez que tenho bastante dificuldade em dormir e posso dizer que apesar de dormir realmente mal, dificilmente tenho sono!. Mandou tomar uma semana seguido um à noite e depois em sos.
Como o nome em si me "apavorava" um bocado, não segui a indicação dele e comecei por tomar só metade. Ao fim de sensivelmente uma semana estava completamente alterada... e NÃO tomo nem mais um, nem metade, nem um quarto não toma nadaaa! depois de, e ai sim, estar a entrar ou a dar em maluca, apareceu-me uma crise de fígado e vesícula e sei lá o quê que me está a deixar a "pão e água"..rsrsrrs . Dia 21 tenho consulta e vou ter uma conversa de "pé de orelha" com ele!

Embora saiba que não se deve tomar medicação sem ser receitada pelo médico e sei que podia esperar pela consulta mas decidi que amanhã vou à Farmácia e vou comprar o "Valdispert" porque eu não preciso de nada para dormir, preciso isso sim, de alguma coisa que me abrande o ritmo, que me tire a ansiedade e se isso acontecer, consigo estar mais tranquila e não acordar tantas vezes durante a noite e pelo que me disseram e depois de alguma leitura, este medicamento é muito suave e não cria habituação até porque eu não quero ficar "agarrada" a um Valium e andar feita zombie para isso prefiro continuar assim, uns dias a dormir melhor, outros pior!

Meu pai também tinha esta gogueira ou pigarro e era tudo de origem nervosa e eu sei que comigo acontece precisamente a mesma coisa o que não quer dizer que tenha forçosamente que me "dopar", mas sim tranquilizar...
Não te espero porque a vida não pára, segue sempre, mas levo comigo todos os momentos que tivemos juntos embora com uma dor que nem o tempo será capaz de curar que é a dor de te ter perdido eternamente.

domingo, 9 de agosto de 2015

sábado, 8 de agosto de 2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A SAUDADE PODIA SER OPCIONAL

A verdade é que raras vezes temos a sorte de encontrar amigos, porque grande parte das pessoas que nos acompanham no nosso cootidiano são apenas companheiros para determinadas atividades!. Eles estão ao nosso lado no café enquanto tomamos o pequeno almoço, nos feriados, cinema nas noites de sábado, um almoço no restaurante da esquina, nas tristezas efémeras e nas alegrias passageiras. Quando o nosso humor está tenebroso, e as únicas palavras que saem da nossa boca são ironias, eles olham para nós e afastam-se  lentamente. Naquele bendito dia que a tua vontade é de chorar porque te cansas-te de ver tanta injustiça no mundo, o tal amigão que vive postando fotos dos dois juntos, não te quer escutar porque tem coisas melhores para fazer. Esses companheiros não gostam de ouvir conselhos, piadas sobre si mesmos e muito menos ouvir-te a reclamar porque estás com calor ou com frio!. Eles só querem ser ajudados, pedir-te livros emprestados, saber a senha do Wi-fi da tua casa e, principalmente, eles só te querem nos momentos em que estás de bom humor, com prosperidade, nas festividades e quando eles próprios estão em apuros. Essas pessoas magoam-nos  facilmente, e jamais nos pedem desculpas, pois os seus corações não são reais e sim de porcelana. Eu sei o que é chorar por esse tipo de gente, e não ter as lágrimas secas e nem receber um abraço de consolo. Eles desprezam-nos quando mais precisamos de atenção. Agora, ou tens paciência para tolerar tudo isso, sabendo que jamais será uma amizade sincera, e segues  em frente, ou deixas de te importar e de te preocupares, e abandonas todas as expectativas de que a pessoa vai mudar um dia, não contando mais os teus segredos e nem os  teus planos para o futuro, e com o tempo  verás que as  promessas que te fizeram nunca se iriam realmente cumprir. E eles vão ficar bem, sempre ficam, então trata de ficar bem também, pois mereces, e como tens um bom coração vai saber perdoar e encontrarás alguém bom para compartilhar a tua vida. Só tens que ter esperança!"

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

sábado, 25 de julho de 2015

4 ANOS SEM TI...

Tenho muitas saudades do meu Pai. Cada vez tenho mais a noção que fiquei diferente e foi desde este dia! Com a morte dele foi "aberto" um caminho de sofrimento em minha vida...
E já lá vão 4 anos... 4 longos anos!

42 MESES

 de saudades e recordações! 

quarta-feira, 22 de julho de 2015


COMO O TEMPO "VOA"!



Estou desempregada e em casa à mais de 4 anos... como o tempo passa.
E o que posso dizer que nunca tinha "trabalhado" assim tanto!
Sinto e posso dizer, que é muito mas muito cansativo, até já comentei com algumas amigas e elas só se riem, quando eu digo que não sei como é que eu antes conseguia dar "conta do recado", quando estava empregada, mas a verdade é que dava! tinha como hoje tudo arrumado e nos seus lugares! Agora o que não estava era tanto tempo depois de jantar no computador isso não, ou passava a ferro, (sempre detestei ter roupa amontoada para passar) ou arrumava uma ou outra coisa e ás 6ª feiras, como saia ás 16 horas, vinha para casa e começava com a "faxina".

Não posso dizer que estou entediada de estar em casa e muito menos com depressões, embora gostasse de ter um trabalhinho e se as coisas tivessem corrido bem, ainda hoje estava a trabalhar pois além de gostar do que fazia, o ambiente era bom e não ganhava tão mal quanto isso! 

Tem uma coisa, não preciso ter rotinas para arrumar, rotinas para sair, uma das rotinas que tenho é levantar-me cedo, embora não tão cedo, pois a minha hora era sempre ás 6,30 h e hoje em dia sempre por volta das 8 horas e os dias #correm que voam#....     

terça-feira, 21 de julho de 2015

INACREDITÁVEL!

No Lidl de Lordelo do Ouro, hoje tirei esta foto com um erro descomunal... os resguardos, em vez de serem para colchão eram para... "ganda Lol"...
Já me passou pela cabeça que pode ter sido propositadamente! hoje em dia como vai tudo parar ao facebook (até eu o fiz :P), ganham uma propagandazita sem custos... será?  

segunda-feira, 6 de julho de 2015

terça-feira, 30 de junho de 2015


Hoje termina mais uma etapa da tua vida! Amanhã começa outra, diferente e espero sinceramente que melhor!Estou a viver a mudança um pouco como se fosse comigo e no fundo é comigo, não podia ser de outra maneira! Penso nos meus pais, no Nando e em como eles nos fazem falta em todos os aspetos e em como a esta hora nos estavam a transmitir força e coragem. Quero o melhor dos melhores para ti e tenho que te transmitir segurança a quadruplicar hoje e sempre!

"Mais importante que a vontade de vencer é a coragem de recomeçar"



FOFINHO!


segunda-feira, 29 de junho de 2015

domingo, 28 de junho de 2015

quinta-feira, 25 de junho de 2015

41 MESES

Faz hoje 41 meses que estou sem ti. Não vou dizer que parece que foi ontem, sei que já passou muito tempo, não vou dizer que a dor passou, a dor pode estar adormecida. Penso em ti sempre, não deixei de pensar, todos mas todos os dias, uns mais que outros.
Alguns desses dias vejo-te na perfeição, sempre que vejo e toco o que era teu, o carinho com que guardavas todo o material que usavas no dia a dia na nossa garagem! Penso muitas vezes na certeza que tinhas que nos ias deixar, nas palavras que disseste ao médico quando ele te perguntou: O que gosta de fazer? e tu: pescar...
-Então aproveite, vá pescar faça o que gosta!
Num dos dias a seguir, foi com o nosso filho comprar mais uma cana de pesca... está na garagem, nova, imaculada, sem ser usada...
Podem passar, horas, meses, anos, algumas coisas jamais conseguirei apagá-las de mim e sinceramente nem quero!
Por  vezes pensar que tal como eu sabias que tinhas pouco tempo de vida,  deixa-me imensamente triste e determinadas imagens, estão presentes como se tivessem acontecido hoje!
A vida continuou e continua mas muito muito diferente!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

domingo, 21 de junho de 2015

quarta-feira, 17 de junho de 2015

domingo, 14 de junho de 2015

SEI QUE

me transformei numa pessoa mais calma, mais tolerante e tranquila, mas muito mais sensível!. Sinto que tenho constantemente em cada olho como que uma bolha enorme de água, pronta a explodir a qualquer momento! Sou sem dúvida uma pessoa muito mais só por dentro, para sempre!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O MEU LIVRO DESDE SEMPRE!

Quando falo, todo mundo acha que estou a querer aparecer, que sou ridícula quando fico quieta, insolente quando respondo, inteligente quando tenho uma boa ideia, preguiçosa quando estou cansada, egoísta quando como um pouquinho mais do que deveria, imbecil, covarde, calculista e outros adjetivos. O dia inteiro só ouço dizerem como sou uma criança irritante, e apesar de rir e fingir que não me importo, eu me importo, sim. Gostaria de pedir a Deus que me desse outra personalidade, uma que não criasse antagonismos com toda a gente. Mas isso é impossível. Estou presa ao caráter com o qual nasci e, mesmo assim, tenho certeza de que não sou má pessoa. Faço o máximo para agradar a todos, mais do que eles suspeitariam num milhão de anos.
—  O Diário de Anne Frank.  

domingo, 7 de junho de 2015

REALMENTE O TEMPO ESTÁ A FICAR COMPLETAMENTE ALTERADO, DEPOIS DE UM DIA DE CALOR

já se prevê uma noite de chuva e trovoada! Parece que estamos em África...

sexta-feira, 5 de junho de 2015

POIS É, TENHO DOIS PEQUENOS VÍDEOS GRAVADOS

 com a voz da minha mãe, um a rezar e outro não posso dizer que estivesse propriamente a rezar mas estava a pedir que o Nando se curasse, falava no neto, em mim, no meu irmão mas sempre a falar alto e a chorar... muitas vezes acontecia, principalmente quando ela estava no quarto, não se apercebia da minha entrada e eu ficava no corredor a ouvir e a ver, normalmente estava com uma  velinha acesa e virada para o pequeno "altar" que tinha na cómoda!

 Embora não seja muito crente, não consegui dar a ninguém os santos que ela tinha, um anjinho tenho-o na mesa de cabeceira do Nando é de cristal e todo ele transparente, os outros, inclusive uma Nª.  Sª.  da Conceição que meu pai lhe ofereceu pois ela era Aida da Conceição, estão guardados  numa  gaveta que só tem algumas coisas que eram deles, de meu pai também!. 

Hoje e sem querer, estava a mexer no telemóvel e cliquei num dos vídeos e lá estive a ouvir a voz dela e além de me dar saudades, deixou-me um pouco triste. Tinha tirado da net esta imagem ao lado e fui procurá-la pois hoje é mesmo apropriada ao que estou a sentir!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

terça-feira, 2 de junho de 2015

NUNCA ME QUIS MENTALIZAR DAS SEQUELAS QUE ESTES ÚLTIMOS TIVERAM NA MINHA VIDA...



 Doenças, sofrimento, partida das pessoas mais importantes da minha vida, em muito pouco tempo e as quais me deixaram marcas, quais tatuagens de dor cravadas a fogo dentro de mim e para as quais consegui cair e levantar-me e voltar a cair e a voltar a levantar-me e se altura não quis, ou não necessitei de ajuda, através de "drogas" agora pelos visto vai ser necessário algo brandinho...

No inicio não será fácil mas para dormir, vou ter que me habituar a tomar "a dose", embora que mínima é uma "droga" pois tenho bruxismo, ou será que alguma bruxa me viu? quem sabe! 

A última vez que um médico me receitou algo para dormir e estar bem, foi já em 2007, altura em que meu marido começou com a doença, tomei o triticum  ac mas durante muito pouco tempo, pois aquela "treta" deixava-me estranha e completamente aluada motivo pelo qual não mais tomei! agora, depois uma consulta à dentista, detetou-me esta "porra" (bruxismo). Além do comprimidinho aconselhado, devo meter um aparelho para dormir antes que fique sem dentes...rsrsrsr

Enfim, nem preciso tentar adivinhar o mais que vem por ai pois sei que vão ser dias muito, mas muito negros... e não vejo o dia em que as coisas vão abrandar, a todos os níveis!

Talvez hoje esteja mais pessimista...  pode ser!

domingo, 31 de maio de 2015

ARTIGO PUBLICADO

na REVISTA VISÃO e que me comoveu profundamente. Mais um sobre as atrocidades cometidas na guerra e que faz pensar. Como é que isto foi possível? como?

"Não sou vítima. Sobrevivi a Auschwitz'


Sobreviveu a bombardeamentos, à vida no pior campo de concentração da II Guerra Mundial, à marcha da morte e ao tifo. Entrevista a Ida Grinspan


Passava da meia noite, de 30 para 31 de janeiro de 1944, quando o barulho de uma travagem brusca a acordou. Ouviu vozes. Três gendarmes franceses falavam com Alice, a ama que a acolhera em Deux-Sèvres, para a proteger dos bombardeamentos de Paris.
Ainda se lembra bem dessa noite?
Conheço o diálogo de cor. "Viemos prender a pequena judia que vive em sua casa", disseram. Alice respondeu "Não é possível! Não vão levar a miúda!" Mas o brigadeiro respondeu, secamente: "Temos ordens. Se não a levarmos, levamos o seu marido."
Ida Fensterszab (hoje Grinspan) tinha apenas 14 anos. Pensou em fugir, mas, ao saber que levariam Paul, desistiu. Não chorou quando foi presa. Nem quando a intimidaram a revelar o paradeiro do seu pai e irmão. Nem quando Alice lhe disse que, apesar das suas diligências e da certidão de batismo que lhe arranjara, não acediam a libertá-la, contou à VISÃO. Ida veio a Lisboa contar a sua história a alunos do Liceu Francês e do D. Leonor, e acedeu em ser entrevistada pela VISÃO.
De Deux-Sèvres foi levada para Paris e, de lá, para Drancy. Meteram-na num comboio fechado. Viajou durante três dias e três noites, sem comida nem espaço para as pernas, apenas com um balde de água para dezenas de pessoas e uma latrina. A água acabou e a latrina transbordou. O cheiro era insuportável. Acreditou-se que pior não poderia ser. Chegou a Birkenau na manhã de 13 de fevereiro, entre gritos ensurdecedores. Juntou-se às mulheres que diziam não estar cansadas e entrou no campo, sem saber que era vedado a menores de 16 anos.
Quantas pessoas foram levadas consigo?
O meu transporte tinha 1500 pessoas. Foram selecionados para o trabalho 210 homens e 61 mulheres. As 1629 que subiram para os camiões foram gaseados à chegada. Em 1945, dos 1500, só regressaram 18 homens e 24 mulheres.
Puseram-na nua, à frente dos SS. Raparam-lhe todos os pelos do corpo e tatuaram-lhe um número no braço esquerdo. Depois, "um duche gelado, o único que tomei no campo". Ida entrou no barracão com um nome, bem vestida, um penteado à moda e saiu um número, com uma estrela de David. "No espaço de meio dia, tudo desaba." Mas não chorou. "Não lhes quis dar essa satisfação."
Mantinha a esperança de encontrar a mãe, presa em julho de 1942. Disseram-lhe que a mãe não teria aguentado tanto tempo. Falaram-lhe das câmaras de gás. Mas não acreditou. Ninguém acreditou. Rapidamente perceberam. "Pelo cheiro a carne queimada. E os capo disseram-nos, brutalmente, que se entrássemos pela porta, saíamos pela chaminé." Passou fome e frio. Trabalhou 12 horas por dia, sete dias por semana. "Transportei pedras, um trabalho que não servia para nada. Só para nos embrutecer." Salvou pedacinhos de batatas podres, que nunca chegaria a comer. Passou pela fábrica de armamento.
Sobreviveu às seleções periódicas e às chamadas, duas vezes por dia estivessem mortas ou vivas, tinham de estar cinco na formação. Aprendeu a dar valor a pequenas coisas.
Aprendeu a dar valor à solidariedade...?
Sim. Éramos cinco numa cama. A manta era curta demais e as da ponta tinham frio. Então a mais velha organizou tudo. Todos os dias, uma diferente dormia no meio. A solidariedade não era a partilha de pão, porque não o tínhamos. Eram estas coisas.
Ida saiu de Auschwitz a 18 de janeiro de 1945, numa noite de luar. Ela e os outros prisioneiros caminharam durante três dias e três noites, sem comida. Só neve. Mal calçados mas a bom passo, porque os russos vinham mesmo atrás. "Ouvíamos o assobio das balas. E víamos, no caminho, os corpos abatidos." Sempre cinco a cinco. E, como na cama, as mais cansadas iam para o meio. Caminharam 60 quilómetros. Mais dois dias e meio de comboio, em vagons abertos. "Estava muito frio, mas abríamos a boca e tínhamos neve". Chegaram ao campo de Ravensbrück. Ficaram um mês. Seguiu-se outro campo, Neustadt-Glewe. "Delirei toda a noite. Como a febre era altíssima, deixei-me levar à enfermaria em Auschwitz, ir à enfermaria era ir à seleção, mas em Neustadt não havia câmaras de gás." Tinha os pés gelados e contraíra tifo. Uma enfermeira polaca, Wanda, arranjou-lhe medicamentos e deu-lhe sopa com batata. "No campo só bebíamos o caldo. Quando chegavam ao fundo da panela, aos legumes, trocavam-na por outra. Devo a vida a essa enfermeira", diz, comovida.
Reencontrou Wanda?
Procurei-a durante 56 anos. Quando descobri o seu apelido, escrevi-lhe. Correspondemo-nos. Ouvi a sua voz, rouca, ao telefone... Mas quando a fui ver a Varsóvia, estava em coma há dois dias. Morreu pouco depois.
Ida ficou na enfermaria de Neustadt dois meses e meio. De repente, os alemães abandonaram o campo e, dia e meio depois, os russos chegaram. "Arrasaram a entrada, cortaram a eletricidade e o arame farpado, mas nem entraram. Foram-se embora. Fomos completamente abandonadas." Mais tarde, aparecerem "três soldados americanos lindíssimos - e eu de cabelo rapado, por causa do tifo!" Deram-lhe rebuçados, chocolate e pastilhas e partiram. Ginette, que conseguia andar, foi à procura de ajuda e trouxe os russos, que as levaram, em carrinhos de mão, para o hospital militar de Neustadt. Mais um mês. "Os russos sabiam como alimentar pessoas que não comiam há muito tempo." Na altura do repatriamento, dois americanos chegaram de camião para as levar. "Não entramos em camiões! Eles não percebiam, mas, para nós, os camiões eram os de Auschwitz." Foi-lhes explicado que a guerra tinha acabado e não havia outro transporte. Os camiões transportaram-nas para Lindbourg, onde as quiseram pôr outra vez no hospital. "Desatámos a chorar. Só queríamos ir para França." E foram, por sorte, num velho avião Dakota canadiano.
"Já está. Estamos em França", ouviu, a meio do voo. E foi só aí, a sobrevoar a França, o momento em que sentiu a libertação. Chegaram a Bourgeais a 30 de maio de 1945, ainda de dia. Poderia parecer o regresso à sua vida, mas não. Este só aconteceu 16 meses depois.
Em que pensou, ao aterrar em França, depois de ter sido libertada?
Eu só queria ir ver se o meu pai tinha regressado! Mas acharam que eu não estava em estado de ir para casa. Para o confirmar, uma enfermeira pegou em mim para me dar banho. Perguntei-lhe se não era demasiado pesada e ela desatou a chorar. "Não, querida, não és", disse. Eu nem tinha noção do estado em que estava.
Mais três meses no hospital. E a notícia da morte do pai. Reviu o irmão e Alice. Seguiu para a Suíça. Mais um ano. "Foi uma terapia. Quando regressei a Paris, tinha quase 17 anos. Não pude voltar à escola." Teve de arranjar um emprego. Uma amiga da mãe aconselhou-a a fazer costura (o pai dela era alfaiate), mas hoje lamenta - teria preferido ser professora.
A guerra tinha acabado. Mas foi difícil recomeçar sem os pais. Pior ainda foi saber, imaginar, o que se passou. "Eu estive no campo, imagino tudo o que lhes possa ter acontecido, mas não sei nada." Só sabe que a mãe entrou em Auschwitz e não voltou. E que o pai foi denunciado e deportado no último transporte que saiu de Drancy, a 31 de julho de 1944.
Quando é que soube que o seu pai também estava no mesmo campo?
Em setembro de 1944, por acaso. Estava na fábrica e um homem disse-me, em francês. Foi um choque terrível. E, pela primeira vez desde que tinha sido presa, chorei.
A guerra acabou há 70 anos. Tem três dedos deformados e sequelas do tifo. Auschwitz nunca saiu completamente do seu espírito. Nunca fará o luto dos seus pais, garante. "E os que perderam os pais tiveram muito mais dificuldade em se readaptar." Viveu com o irmão, cinco anos mais velho. Na casa de família, em Paris, não encontrou nada. Os alemães haviam esvaziado tudo.
É possível esquecer, perdoar?
Nem esquecimento nem perdão! Esquecer é impossível. E para perdoar são precisos dois. Algum SS pediu perdão? Alguma vítima perdoou? Mas eu não sou uma vítima. Eu sobrevivi. Hoje, só quero que saibam o que homens puderam fazer a outros homens. Que saibam o que se passou, que pode acontecer, que estejam atentos. A Alemanha perdeu a guerra, mas o nazismo não morreu. As ideias neonazis existem, no mundo inteiro.
Ida começou a contar a sua história quando lho pediram, em 1988. Foi a Auschwitz. E depois três a quatro vezes por ano, até 2011. Foi duro. Tinha flashes de memória...
Desde os dez anos que finta a morte. Pensa nela?
Não. Tenho medo, mas também a impressão que não me acontecerá.


B.I.

Ida Grinspan nasce a 19 de novembro de 1929, em Paris
Em junho de 1940, foge para Deux Sèvres, a 400 km de Paris
Dois anos depois, a mãe é presa, em casa. O pai e o irmão conseguem esconder-se
Presa em janeiro de 1944, chega a Auschwitz-Birkenau a 13 de fevereiro, de onde só sairia em janeiro de 1945, na marcha da morte
A libertação, só a sentiria ao fim da tarde de 30 de maio de 1945, ao sobrevoar a França
O regresso à vida? "Oh lá lá, isso foi só em setembro de 1946". Tinha quase 17 anos

segunda-feira, 25 de maio de 2015

40 MESES!

De saudade, de ausência!  

domingo, 24 de maio de 2015

segunda-feira, 18 de maio de 2015

ESTÁ

a ser muito complicado, difícil até, conseguir angariar clientes. Embora não seja uma pessoa muito introvertida, nem muito envergonhada, reconheço que não me sinto muito à vontade para andar a "bater punho".

 Acho que para determinadas profissões as pessoas têm que "nascer" com o dom e eu decididamente para isto o meu dom não assim muitooooo bom!

Vamos indo e vamos vendo o "povo que se junta"!

domingo, 17 de maio de 2015

PARA TI MÃE, QUE ADORAVAS ESTA MÚSICA E QUE TANTAS VEZES A CANTAS-TE E NOS "ENCANTAS-TE" A OUVI-LA.

12 MESES

Tenho saudades tuas MÃE, sinto muito a tua falta. Hoje é dia de grande tristeza.

Ás vezes penso nas nossas "picardias" e no que sempre me dizias: "olha que ninguém gosta tanto de ti como eu ouvis-te?"...

A partir do momento em que começamos a perder pessoas em quem podemos confiar cegamente, pessoas que só querem o nosso bem, pessoas preocupadas connosco, começa a ser o fim, muitas vezes e não raramente o fim do nosso interior e é  preciso muita coragem para recomeçar e não deixar que a tristeza e saudade "tomem conta de nós"!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

sábado, 9 de maio de 2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

sábado, 25 de abril de 2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

sábado, 18 de abril de 2015

DURANTE LARGOS ANOS,

os meus pequenos almoços durante a semana, eram tomados no escritório. Enquanto trabalhei na Rua da Restauração, o espaço era enorme, incluía além de um fogão, uma bancada, uma máquina de café igual à dos cafés e com respetivo moinho,  uma torradeira e tudo o que era necessário para um pequeno almoço "aprazível"! quando mudamos de instalações para Moreira da Maia, o espaço era muito reduzido, tinha simplesmente a banca muito pequenina, um micro-ondas e uma máquina de servir bebidas que apesar de ser de moedas, estava livre, a firma é que pagava a despesa.

 Nos fins de semana, era diferente, aos sábados o Nando ia comprar o pão, trazia o jornal e enquanto ele o lia eu lia a revista, aos domingos, o mesmo ritual mas em vez de pão era a roca que tão bem nos sabia!

Tudo isto  para dizer que, já há um tempo a esta parte, os pequenos almoços são a parte do dia que me sinto mais triste! enquanto estou sentada na mesa, esteja a ouvir as notícias, esteja em silêncio, não consigo deixar de sentir as lágrimas correr-me pela cara abaixo e por mais que tente, não consigo que isso deixe de acontecer!  não tem explicação, simplesmente acontece...

Por estas e por outras é que nada é como foi e dizem que "não podemos viver com o passado" mas o passado faz parte do presente e está presente! o resto é "conversa"!  

terça-feira, 14 de abril de 2015

PERCY SLEDGE



 nasceu a 25 de novembro de 1941 no estado norte-americano do Alabama.
Faleceu hoje! com 73 anos...

Nasceu no mesmo dia e mesmo mês em que eu nasci e foi um dos grandes ídolos que tive desde sempre.

Nada nem ninguém é eterno, ficam as músicas que tanto adoro e que guardo "religiosamente"!
Percy Sledge nasceu a 25 de novembro de 1941 no estado norte-americano do Alabama.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mais_cm/obituario/detalhe/percy_sledge_1941_2015.html

MORREU HOJE DONO DE UMA VOZ QUE ME "DERRUBA"... SEMPRE!




Percy Sledge nasceu a 25 de novembro de 1941 no estado norte-americano do Alabama.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mais_cm/obituario/detalhe/percy_sledge_1941_2015.html

Percy Sledge nasceu a 25 de novembro de 1941 no estado norte-americano do Alabama.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mais_cm/obituario/detalhe/percy_sledge_1941_2015.html

terça-feira, 7 de abril de 2015

quarta-feira, 1 de abril de 2015